PF investiga uso de CPFs de 549 mortos em operações de câmbio ligadas a esquema de bets
Dono da Pixbet tem carro apreendido pela PF, em Campina Grande A Polícia Federal afirma ter identificado o uso de 549 CPFs de pessoas mortas em documentos utilizados em operações ligadas à Pixbet, alvo de operação na Paraíba, São Paulo e mais três estados para investigar a empresa na quinta-feira (13).
A Operação Arena apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Segundo a representação enviada à Justiça Federal, documentos da movimentação financeira com vista à lavagem de dinheiro em paraíso fiscal, continham registros associados a falecidos - alguns há mais de 20 anos.
Os nomes vinculados aos números de CPF chegaram a ser alterados após alerta ao Conselho de Controle de Atividades Financeira (COAF) disparado pelo sistema que autoriza a compra de moeda estrangeira (ACAM).
Apesar da identificação das irregularidades e da notificação à Anspace, instituição de pagamento mais utilizadas pelo grupo Pixbet, os CPFs foram mantidos nas transações.
LEIA TAMBÉM: Operação mira grupo por exploração de jogos de azar e apostas na Paraíba e mais quatro estados Entenda esquema de lavagem de dinheiro de apostas alvo de operação na PB e em outros estados Dono da Pixbet, investigada por exploração de jogos de azar, é abordado pela PF e tem carro apreendido, na Paraíba O uso dos CPFs atribuía a terceiros já falecidos uma falsa identidade na realização de operações de câmbio não autorizada, com intuito de promover evasão de divisas.
O documento da PF também registra que não se sabe como foram utilizados registros das pessoas falecidas, mas há indícios de que a empresa não foi vítima de operações fraudulentas, mas sim um agente ativo da fraude da documentação.
Ainda na quinta-feira (14), o Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata da operação da Pixbet.
A medida cautelar também estabelece o cancelamento das apostas em curso e a devolução dos valores apostados aos usuários.
O g1 entrou em contato com a defesa da Pixbet na quinta-feira.
A defesa da empresa disse que não teve acesso a determinação que autorizou a operação e que foi "pega de surpresa".
A defesa disse ainda que, quando tiver acesso à decisão, vai se manifestar.
Fachada da sede da PixBet em Campina Grande, Agreste da Paraíba Geraldo Jerônimo/TV Paraíba Operação Arena A ação, denominada de Operação Arena, teve como objetivo investigar o grupo empresarial suspeito de utilizar estrutura societária e financeira da empresa no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e apostas esportivas.
A ação foi da Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Receita Federal.
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