Tesouro IPCA+ 2026 venceu; saiba onde investir o dinheiro agora, segundo estrategista do BTG
O Tesouro IPCA+ 2026 venceu no último sábado (15), e os investidores começam a receber o dinheiro nesta segunda-feira (17).
Para quem não tinha um destino definido para os recursos, o vencimento abre uma nova decisão: onde reinvestir o dinheiro em um cenário de juros ainda elevados? A resposta, segundo Álvaro Frasson, macro estrategista do BTG Pactual, depende menos do título que acabou de vencer e mais da composição atual da carteira e do objetivo do investidor.
A recomendação é não simplesmente trocar o Tesouro IPCA+ 2026 por outro título com características semelhantes.
Dependendo do perfil, o dinheiro pode ser distribuído entre Tesouro Selic, CDBs, novos títulos indexados à inflação, crédito privado e, em menor proporção, prefixados.
Para quem quer preservar patrimônio, renda fixa continua no radar O investidor que comprou o Tesouro IPCA+ 2026 com o objetivo de proteger o patrimônio da inflação não necessariamente precisa mudar de estratégia.
Na visão de Frasson, títulos de inflação com vencimentos mais próximos, na região de 2030, podem cumprir papel semelhante, sem expor a carteira ao risco de oscilações maiores dos papéis de prazo muito longo.
Mas a recomendação não é concentrar todo o dinheiro novamente em Tesouro IPCA+.
Com os juros em patamar elevado, o estrategista considera importante manter uma parcela da carteira em investimentos com menor volatilidade e maior liquidez.
Nesse grupo entram o Tesouro Selic e CDBs atrelados ao CDI.
A combinação permite ao investidor manter recursos disponíveis, aproveitar a remuneração dos juros e, ao mesmo tempo, preservar uma parcela da carteira contra a inflação.
Já tem muito Tesouro e CDB? Crédito privado pode ser alternativa A estratégia muda para quem já possui uma parcela elevada da carteira em títulos públicos e produtos bancários pós-fixados.
Nesse caso, Frasson vê espaço para aumentar a diversificação por meio do crédito privado, especialmente em emissões de empresas com rating AAA.
Um dos atrativos está nos títulos isentos de Imposto de Renda, como algumas debêntures incentivadas, CRIs e CRAs.
Como não há cobrança de IR para o investidor pessoa física em determinados produtos, a remuneração líquida pode ser competitiva em relação a alternativas tributadas.
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