Flávio quer retomar Perse, que teve custo de R$ 50 bi
O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ressuscitar o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos).
O programa foi sancionado por Jair Bolsonaro (PL) e custou R$ 50 bilhões de 2021 a 2025, além de ter ficado marcado por irregularidades.
Em vídeo publicado nas suas redes sociais, Flávio não apresentou estimativa de custo nem detalhou as condições para a retomada.
Em 2024, já no governo Lula, depois de um intenso debate entre o Executivo e o Legislativo, ficou estabelecido um teto de gastos de R$ 15 bilhões para o Perse desde abril daquele ano até dezembro de 2026.
O objetivo era criar uma “trava” para conter os gastos do programa.
No entanto, a Receita Federal confirmou que o limite foi estourado precocemente, consumindo R$ 15,68 bilhões só no período entre abril de 2024 e março de 2025 , atingindo 105% da meta legal e provocando sua extinção.
O Ministério da Fazenda constatou em fevereiro de 2024 que o Perse poderia ter margem para lavagem de dinheiro, superfaturamento e atividades ilícitas.
Em julho do mesmo ano, a Receita Federal identificou mais de 2.000 empresas que nos últimos anos utilizavam o incentivo sem que o Fisco tivesse registrado pedidos de habilitação para o benefício.
A Reuters mostrou o iFood como um exemplo de possível distorção no Perse.
Criado para amparar setores prejudicados pelo fechamento de estabelecimentos durante a pandemia, o programa também beneficiou a plataforma de entregas, que registrou forte expansão no período.
Em 2025, a agência noticiou que o iFood recolheu quase R$ 1 bilhão em tributos depois de o governo vencer uma disputa judicial que questionava o direito da empresa aos incentivos fiscais.
À época, a companhia declarou que utilizou os benefícios só durante o período em que havia uma decisão judicial favorável.
O Poder360 procurou a empresa para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do conteúdo da reportagem.
Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.