Quando a IA erra no atendimento, quem fica com a responsabilidade?
Tem cada vez mais inteligência artificial no atendimento ao consumidor , como você deve ter percebido se precisou conversar com alguma empresa recentemente.
Umas são toscas e irritantes, outras dão conta do recado lindamente.
Mas e quando uma delas dá mancada? Pode acontecer.
Aliás, acontece, a gente sabe.
Em casos assim, quem responde pelo prejuízo: a empresa que atende você ou a que desenvolveu a tecnologia? Essa foi uma das dúvidas que levei para minha conversa com Shana Simmons , diretora jurídica da Zendesk, uma das principais empresas de tecnologia para atendimento ao cliente, que tem investido pesado em IA na jornada do consumidor.
Aproveitei uma visita da executiva a São Paulo para a entrevista, cujos trechos mais interessantes você lê abaixo.
VEJA: Quando uma IA comete um erro e causa um prejuízo, quem é responsável? Shana Simmons: Acredito que a responsabilidade acompanha o controle.
Nossos clientes querem continuar controlando seus processos, sistemas, dados e a configuração dos agentes.
Isso significa que continuam responsáveis pelos resultados.
Continua após a publicidade Se um agente errar numa decisão que envolve dinheiro, como vocês identificam a causa? Se ele cometer um erro ao conceder uma devolução de dinheiro, por exemplo, conseguimos explicar como buscou aquela informação e de onde ela veio.
Incorporamos essa capacidade ao produto para permitir a correção da causa.
Com humanos isso nem sempre é possível.
Às vezes, eu mesma me pergunto por que fiz alguma coisa e não sei responder.
Já o sistema pode apontar onde o erro aconteceu.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.