Diferença entre os blocos diminui à medida que votos são apurados em Israel
Com 32,5% das urnas apuradas às 4h51, os resultados parciais divulgados pela Comissão Central de Eleições atribuem 59 cadeiras ao bloco pró-Netanyahu e 46 ao bloco anti-Netanyahu, após resultados anteriores terem dado ao primeiro a maioria das 120 cadeiras do Knesset.
Partidos atualmente abaixo do limite de 3,25%: Reservistas (2,7%), Povo de Israel (1,8%) e Público Haredi (0,3%). Os resultados são parciais e podem mudar conforme a contagem prossegue. Os votos depositados em envelopes duplos, incluindo os de soldados, serão contabilizados posteriormente.
Mais cedo, as pesquisas de boca de urna divulgadas após o fechamento das urnas em Israel, por volta das 17h de Brasília (22h no horário local), projetam mais cadeiras para o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot do que para a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
O resultado, porém, não define quem formará o próximo governo: as projeções atribuem de 52 a 53 assentos à oposição e 50 ao bloco governista, abaixo dos 61 necessários para obter maioria no Parlamento, o Knesset.
Israel adota um sistema parlamentar proporcional. Os eleitores votam em listas partidárias, e os 120 assentos do Knesset são distribuídos de acordo com a votação nacional de cada partido que ultrapassa a cláusula de barreira.
O primeiro-ministro não é escolhido diretamente pelos eleitores: o governo depende da capacidade de reunir apoio parlamentar suficiente. Grupo de Eisenkot reúne partidos como Yashar, liderado pelo próprio ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas; B'Yachad, do ex-primeiro-ministro Naftali Bennett; The Democrats, de Yair Golan; e Yisrael Beiteinu, de Avigdor Lieberman. Já o campo de Netanyahu é formado por legendas como Likud, do premiê, Shas, Otzma Yehudit e o Partido Sionista Religioso.
Os partidos árabes, entre eles a Lista Conjunta e o Ra'am, aparecem separados desses dois campos nas projeções. Suas cadeiras não podem ser automaticamente somadas às da oposição, pois as legendas têm posições próprias e não há um acordo de coalizão que as vincule ao grupo de Eisenkot. Segundo a Associated Press, os principais líderes dos dois campos descartaram uma parceria com os partidos árabes. Esse cenário torna mais complexa a tentativa de reunir os 61 parlamentares necessários para formar um governo.
Após a conclusão da apuração oficial, o presidente Isaac Herzog deverá consultar os representantes dos partidos e encarregar o candidato que considerar mais capaz de formar uma coalizão. O indicado terá até 42 dias para tentar reunir apoio suficiente. Se não conseguir, outro nome poderá receber a missão. Caso nenhuma tentativa resulte na formação de um governo, o país poderá realizar novas eleições.
Os cerca de 7,3 milhões de eleitores israelenses votam em listas apresentadas pelos partidos políticos, e não diretamente em candidatos a primeiro-ministro, quando vão às urnas. O presidente do país, então, divide as cadeiras do parlamento de acordo com a proporção de votos que cada partido ganhou.
O Knesset tem 120 cadeiras e é eleito por sistema proporcional, ou seja, para formar um governo, a coalizão precisa reunir ao menos 61 assentos.
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