TSE impugna candidatura de Jerson Domingos a deputado estadual em MS
Candidato a deputado estadual Jerson Domingos Wagner Guimarães/ALMS O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impugnou o registro de candidatura de Jerson Domingos (União), que disputou uma vaga de deputado estadual em Mato Grosso do Sul nas eleições 2026.
A decisão foi unânime e tomada em sessão nesta quinta-feira (8).
O pedido foi protocolado pelo Ministério Público Eleitoral em agosto.
O relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, votou pela impugnação.
Ele foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A defesa de Jerson afirmou que irá aguardar a publicação do acórdão com a conclusão do julgamento, para fazer análise de viabilidade e interesse de eventual recurso.
No último domingo (4), Jerson recebeu 16.884 votos, resultado que havia lhe garantido uma vaga de suplente da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo PP.
Agora no g1 O candidato Jamilson Name (PP), que também teve a candidatura contestada pelo Ministério Público Eleitoral, ainda será julgado.
A data da análise não foi definida.
Candidatos são citados na Operação Omertà No caso de Jerson Domingos, o pedido de impugnação cita a participação dele na organização criminosa investigada no âmbito da Operação Omertà.
Segundo o documento, ele foi denunciado e responde a um processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com a denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Jerson foi apontado como uma das pessoas que “praticaram o crime de impedimento ou embaraço a investigação de organização criminosa, em sua forma majorada”.
A acusação afirma que ele teria atrapalhado ou dificultado uma investigação.
A Procuradoria Eleitoral afirmou que o pedido de impugnação buscava proteger o processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.
No caso de Jamilson Name, o procurador regional eleitoral Silvio Pettengill Neto afirma que o candidato é réu em um processo relacionado à Operação Omertà, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
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