Copiloto acusado de sequestrar voo postou 3 mil mensagens contra mulheres
O copiloto acusado de tentar sequestrar um avião da Flydubai na semana passada publicou cerca de 3.000 mensagens misóginas nas redes sociais.
Levantamento descobriu conteúdo de ódio. Hamam al Hamami postava em um conta no X (antigo Twitter), que já foi excluída, usava linguagem depreciativa e com retórica agressiva, incluindo mensagens em que ele chamava mulheres de "carne podre", segundo informaram Financial Times e CBS News .
Não importa o quanto você se humilhe ou 'bajule', pode esquecer a ideia de ficar com elas; você escolheu o caminho mais fácil e barato para se aproximar do sexo oposto em vez de elevar seu próprio valor como homem. Mensagem escrita por Hamam al Hamami
Publicações traziam declarações misóginas e violentas . As postagens incluíam ainda ataques às mulheres, com frases como "a única obrigação de uma mulher é levantar as pernas" e a afirmação de que aquelas que pedem o divórcio merecem "uma boa surra".
Suspeito buscava esposa com perfil religioso e tradicional. Segundo o Financial Times , ele usou um site de relacionamentos muçulmano para procurar uma mulher de 18 a 23 anos, de origem tribal saudita, que aceitasse usar véu, não trabalhar fora de casa e viver no exterior.
Procura por parceira foi frustrada. Após não encontrar uma parceira, passou a afirmar, em publicações no X, que as mulheres se interessavam sobretudo por dinheiro e eram capazes de fingir sentimentos, segundo o jornal.
Fontes israelenses afirmam que al-Hammami planejava matar Machchhar e seguir para Tel Aviv sem levantar suspeitas. O objetivo seria lançar o avião contra o aeroporto Ben-Gurion, afirmou uma fonte ouvida pelo The Jerusalem Post.
A inteligência israelense também aponta que o copiloto cogitou atingir as Torres Azrieli, perto da sede militar israelense, no centro de Tel Aviv. A apuração indica que ele teria iniciado o ataque sobre a Jordânia, a cerca de dez minutos da fronteira israelense.
Al-Hammami, de 29 anos, foi detido e transferido da Arábia Saudita para os Emirados Árabes Unidos. A Royal Air Maroc confirmou que ele fez três meses de treinamento na companhia em 2025, mas teve o pedido de emprego rejeitado depois disso.
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