O mundo microscópico através das lentes do prêmio Nikon Small World in Motion; assista aos vídeos
Na última quarta-feira, 16, a Nikon anunciou os vencedores do 16º Prêmio Nikon Small World in Motion, competição realizada pela empresa que premia as melhores e mais dinâmicas capturas em vídeo de contextos microscópicos.
O vencedor foi o médico chinês Ning Xu, que registrou o funcionamento dos cílios respiratórios dentro do pulmão de uma criança com discinesia ciliar primária (DCP), condição genética rara que impede o movimento correto dessas estruturas.
O prêmio Nikon Small World começou em 1975, como forma de premiar e reconhecer esforços da ciência para capturar, através da fotografia, partes microscópicas da vida.
A partir de 2011 a organização do prêmio adicionou uma nova categoria, o Nikon Small World in Motion, que premia os esforços científicos que capturaram a vida microscópica através de vídeos.
Os vencedores do segundo e terceiro lugar registraram um nematódeo minúsculo ao interagir com um microrganismo do gênero Dileptus, e uma éfira, um dos primeiros estágios de vida de uma água viva bebê, presa em uma gota d’água. https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1st-2026_Xu_Ning_e42800_f27376.mp4 O médico Ning Xu capturou o funcionamento desses cílios respiratórios com técnicas de microscopia de super resolução difrativa, com ampliação da lente objetiva do microscópio de 100 vezes.
O registrou exibiu o funcionamento anormal dos cílios respiratórios de uma criança com DCP, doença que faz com que eles se movimentem de forma errática e causem acúmulo crônico de muco e irritações.
O médico e sua equipe tiveram que utilizar diferentes ondas de luz para conseguir capturar a imagem, já que a amostra do paciente precisava permanecer viva sob o microscópio e o vídeo precisava capturar o movimento natural dos cílios.
Continua após a publicidade Para Xu, os vídeos do movimento ciliar ajudam o público a compreender por completo as nuances da doença.
“Quando as pessoas assistem aos cílios batendo, eles entendem de imediato que algo belo e importante está acontecendo dentro de nós”.
O médico explica que muito de seu trabalho está escrito em artigos, e por isso pode ser difícil compreender de forma clara como certas doenças funcionam.
“Eu acredito que a competição transforma a microscopia em uma linguagem compartilhada”, finaliza. https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2nd-2026_Nguyen_Nam_e42794_f27369.mp4 Continua após a publicidade No caso do segundo lugar da premiação, o pesquisador vietnamita Nguyen Nam Nhat registrou com uma lente microscópica com ampliação de 40 vezes a interação entre um microrganismo nematódeo e um do gênero Dipletus, com a técnica de contraste de interferência diferencial.
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