Canetas emagrecedoras no SUS: Lula faz anúncio, mas acesso ainda não tem data
Apesar do anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que as canetas contra obesidade, mais conhecidas como canetas emagrecedoras, seriam ofertadas para pacientes com obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS ), ainda não há uma data específica estabelecida pelo governo para o início da oferta e a medida ainda esbarra em ritos obrigatórios que estão em andamento .
A declaração de Lula foi dada nesta quinta-feira, 17, durante visita ao novo complexo industrial da farmacêutica brasileira Eurofarma, localizado em Montes Claros (MG).
“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de saúde”, afirmou.
Tanto na agenda quanto em material enviado à imprensa, não foi especificado um prazo para o acesso ao tratamento na rede pública de saúde.
Foi divulgado apenas que o medicamento injetável seria utilizado em pessoas com obesidade grave , doenças associadas , caso de problemas cardiovasculares, ou indicação para cirurgia bariátrica , a população que mais necessita do tratamento para evitar complicações.
Nesta sexta-feira, 18, o ministro da Saúde Alexandre Padilha disse que as iniciativas para fornecimento da medicação estão sendo estruturadas desde o ano passado por meio de medidas para facilitar o acesso.
Ele citou como exemplo a iniciativa para acelerar a aprovação dos medicamentos à base de agonistas de GLP-1 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), algo que ocorreu após a queda da patente da semaglutida.
Continua após a publicidade “O primeiro passo foi derrubar o preço para a população.
Por isso que o Brasil tem a maior diversidade de registros desse medicamento, o que já reduziu o preço em 70%.
Paralelo a isso, começamos a incorporação dele no SUS no Grupo Hospitalar Conceição para detalhar quais são as pessoas que têm impacto positivo para reduzir necessidade de cirurgias e internação.” O uso da medicação no SUS ocorre ainda no projeto-piloto de um estudo que avalia custo-efetividade e impactos para a saúde do uso de semaglutida em pacientes da rede pública de saúde.
Batizado como Real-Bari , o estudo tem previsão de durar dois anos e vai acompanhar 250 pacientes com obesidade grave acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), localizado em Porto Alegre (RS).
Continua após a publicidade Segundo Padilha, os estudos vão determinar o perfil dos pacientes e o protocolo a ser seguido.
“O que foi muito importante ontem foi o presidente reafirmar o compromisso de colocar a medicação no SUS”, completou.
Etapas para oferta no SUS O aval da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) é o primeiro passo para que a caneta de semaglutida chegue aos pacientes do sistema público.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.