'Morde e assopra': relembre a relação de vaivém entre Trump e Lula
ONU divulga foto de Trump assistindo a discurso de Lula na Assembleia Geral de 2025 Reprodução A relação do presidente brasileiro reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do seu par americano, Donald Trump, tem sido marcada por momentos de tensão e trégua.
Após uma uma reaproximação diplomática em 2025, após meses de tensão comercial, o relacionamento voltou a se deteriorar em 2026.
Quando Trump foi eleito, em novembro de 2024, o governo brasileiro levou um dia para reconhecer a vitória do republicano.
Lula parabenizou o americano em uma publicação nas redes sociais.
Na mensagem, afirmou que “a democracia é a voz do povo e ela deve ser sempre respeitada”.
Os mandatos simultâneos foram marcados pelas diferenças ideológicas, embates diretos e reuniões a portas fechadas - cujos tons variaram entre a animosidade e a busca por conciliação.
Depois de um encontro inesperado na Assembleia Geral da ONU em 2025, em Nova York, os dois presidentes conversaram por telefone e se reuniram pessoalmente na Malásia.
As negociações foram seguidas pela retirada de tarifas sobre parte dos produtos brasileiros e pela suspensão das sanções impostas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 2026, porém, o governo americano voltou a aplicar tarifas contra o Brasil e adotou medidas diplomáticas que ampliaram o desgaste entre os países.
Washington também criticou a atuação do governo brasileiro no combate ao crime organizado e apresentou exigências relacionadas às eleições brasileiras.
Relembre os principais episódios da relação entre os dois presidentes: Tarifaço, o primeiro embate A crise entre os governos começou em julho de 2025, quando Trump anunciou uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, que se somou à sobretaxa de 10% já existente para grande parte das importações americanas no mundo todo.
A sobretaxa foi anunciada através de uma carta do republicano ao petista.
Para justificar a barreira comercial, Trump citou o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e disse ser "uma vergonha internacional" o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).
Após o anúncio, o presidente Lula afirmou que o Brasil "não aceitaria ser tutelado por ninguém" e que o aumento unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras seria respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
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