Israel teria usado fósforo branco em ataques no Líbano, diz agência
Israel usou munições de fósforo branco em ataques contra as vilas de Zawtar al-Sharquyah e Kfar Reman, no sul do Líbano, segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA), estatal libanesa.
Os ataques ocorreram na província de Nabatieh, em meio a uma intensificação dos bombardeios israelenses na região, de acordo com a agência. Israel também "lançou sinalizadores" sobre a vila fronteiriça de ad-Dhahira.
O fósforo branco não é proibido de forma absoluta pelo direito internacional. Seu uso, porém, é submetido a restrições, especialmente em áreas com concentração de civis. Até o momento, não há confirmação por parte do Exército de Israel de que a munição tenha sido usada nos ataques.
A substância entra em combustão quando em contato com o oxigênio e pode provocar queimaduras graves e incêndios. Por isso, o emprego de munições incendiárias deve respeitar princípios do direito internacional humanitário, como a distinção entre alvos militares e civis e a proporcionalidade dos ataques.
Em 2024, um relatório apresentado à ONU pelo Líbano registrou 1.518 incêndios atribuídos ao uso de fósforo branco e afirmou que mais de 3,22 milhões de metros quadrados haviam sido completamente queimados. O documento também relatou danos a áreas de floresta e agricultura.
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos também registrou alegações sobre o uso de fósforo branco por forças israelenses no Líbano desde outubro de 2023. Uma comunicação publicada pelo órgão em 2025 citou relatos de ataques com a munição em áreas do sul do país e os riscos para civis e terras agrícolas.
A ONU também já documentou o uso de fósforo branco por Israel em Gaza. Em investigação sobre a ofensiva de 2008 e 2009, uma missão do Conselho de Direitos Humanos afirmou que as forças israelenses usaram a substância em áreas urbanizadas e considerou que houve uso sistematicamente imprudente da munição em áreas povoadas.
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