MP investiga desmatamento e carvoaria sem licença em Alcinópolis
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu inquérito civil para investigar o desmatamento de vegetação nativa e o funcionamento de fornos de carvão sem licença ambiental em Alcinópolis.
A apuração abrange três propriedades rurais cujos registros no CAR (Cadastro Ambiental Rural) apresentam sobreposições.
O caso teve origem em uma fiscalização do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), realizada em julho de 2023.
A equipe encontrou vegetação derrubada a corte raso na Fazenda Córrego Retiro Velho - Área B e duas baterias de fornos na Fazenda Estância Porteiras Abertas.
Cada bateria tinha três fornos.
As estruturas estavam em funcionamento, e havia carvão estocado e madeira nativa preparada para a produção.
A análise posterior dos cadastros levou o MP a examinar a área desmatada em relação à Estância Porteiras Abertas, à Fazenda Santa Tereza D’Ávila e à Fazenda Córrego do Retiro Velho - Área A.
Segundo o Imasul, não foi localizada licença para a produção de carvão na Estância Porteiras Abertas nem autorização para a supressão vegetal examinada na fiscalização.
A proprietária da Estância foi autuada em R$ 30 mil pelo funcionamento da atividade sem licença.
O órgão determinou a paralisação imediata da produção e deu prazo de 60 dias para regularizá-la.
O parecer da fiscalização também indicou que outro proprietário seria autuado em R$ 21 mil pelo desmatamento de aproximadamente 20,4 hectares na Fazenda Córrego Retiro Velho - Área B.
O auto de infração correspondente não consta do processo analisado; por isso, o documento não permite confirmar se essa multa foi formalizada.
Área desmatada - Um parecer posterior do CEIPPAM (Centro Integrado de Proteção e Pesquisa Ambiental) identificou sobreposição entre os registros da Estância Porteiras Abertas, da Fazenda Santa Tereza D’Ávila e da Fazenda Córrego do Retiro Velho - Área A.
A análise atribuiu, respectivamente, 12,64, 20,15 e 0,35 hectare de desmatamento a esses imóveis.
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