Guarda-sóis subaquáticos reduziram o branqueamento de corais durante o verão mais quente das Florida Keys, mostra teste real no oceano
Estruturas de sombreamento instaladas sobre corais-cérebro reduziram o branqueamento mesmo no segundo verão mais quente já registrado
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Como as estruturas foram construídas e instaladas sobre os corais. Quais espécies de coral foram testadas e por quê. O que aconteceu com a cor dos corais sombreados em comparação aos expostos ao sol. Por que o momento de instalar o sombreamento importa tanto quanto a sombra em si. Por que a própria equipe não trata a técnica como solução para o aquecimento dos oceanos. Estruturas semelhantes a guarda-sóis instaladas sobre colônias de coral nas Florida Keys reduziram o branqueamento mesmo durante o segundo verão mais quente já registrado na região, resultado que abre uma nova frente de proteção temporária para recifes sob estresse térmico.
A equipe, liderada pela bióloga Karen Neely, da Nova Southeastern University, montou guarda-sóis feitos de canos revestidos com tecido de náilon, fixados ao fundo do mar com cordas e posicionados cerca de 30 centímetros acima de cada colônia de coral, reduzindo em 60% a quantidade de luz que chegava até os animais em Newfound Harbor, nas Florida Keys.
O experimento usou duas espécies de coral-cérebro, Pseudodiploria clivosa e Colpophyllia natans , com 10 colônias recebendo as estruturas de sombreamento e outras 20 servindo de grupo-controle sem proteção, escolha que permitiu comparar diretamente o efeito da sombra sobre organismos da mesma espécie expostos às mesmas condições de temperatura da água.
Os corais protegidos pelas estruturas perderam menos cor do que o esperado e, em alguns casos, chegaram a recuperar parte da pigmentação ao longo do verão, com a diferença em relação ao grupo-controle ficando mais evidente justamente nos períodos de maior estresse térmico, e nenhum coral morreu em nenhum dos dois grupos durante o experimento.
Segundo a própria equipe, as estruturas só foram colocadas depois que a água já estava quente o suficiente para desencadear o branqueamento, o que sugere que instalar o sombreamento antes do início do estresse térmico poderia produzir um efeito protetor ainda maior, hipótese que os pesquisadores pretendem testar em experimentos futuros.
Karen Neely afirma que a escala é a maior limitação do estudo, já que cobrir recifes inteiros com guarda-sóis não é viável, o que obriga a escolhas difíceis sobre quais colônias vale a pena proteger, e reforça que o sombreamento não esfria a água do mar: diante de um estresse térmico extremo o suficiente, a proteção simplesmente deixa de funcionar.
Soluções pontuais que amenizam, sem resolver, os efeitos do aquecimento sobre ecossistemas sensíveis também aparecem na reportagem sobre os dentes fossilizados que revelaram uma dieta costeira inesperada em dinossauros do Cretáceo .
Mais detalhes sobre o estudo estão disponíveis na reportagem original da Frontiers .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.