Justiça suspende autorização para Vasco x Boca Juniors no Maracanã e jogo volta a ficar indefinido
Nova decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro derruba liminar favorável ao Vasco O Vasco sofreu uma nova derrota judicial na tentativa de mandar a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors no Maracanã.
Neste sábado (10), a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a liminar que obrigava a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. a disponibilizar o estádio para a partida.
A decisão acontece apenas um dia depois de o clube conseguir autorização para utilizar o Maracanã.
A Conmebol chegou a oficializar o local do confronto, marcado para 20 de outubro, às 21h30, e o Vasco iniciou a venda de ingressos.
Entretanto, a nova determinação judicial voltou a colocar a realização do jogo no estádio em dúvida.
Por que a Justiça suspendeu Vasco x Boca Juniors no Maracanã? A desembargadora Suely Lopes Magalhães, primeira vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), assinou a decisão após a concessionária do Maracanã apresentar um mandado de segurança.
Segundo a magistrada, o desembargador Marco Antônio Ibrahim, que havia autorizado a partida na sexta-feira (9), não tinha competência para modificar individualmente uma decisão anterior do relator do processo, Alexandre de Carvalho Mesquita.
Dessa forma, o pedido do Vasco deveria ser reavaliado pelo próprio relator ou submetido ao julgamento da 23ª Câmara de Direito Privado.
A desembargadora também destacou questões relacionadas à segurança pública.
No mesmo dia de Vasco x Boca Juniors, o Maracanãzinho receberá Flamengo x Botafogo, pela Liga Nacional de Basquete.
Para a magistrada, a presença de três torcidas rivais na mesma região poderia representar riscos à segurança.
Nilton Santos volta a ser alternativa para o Vasco Outro argumento considerado na decisão foi o parecer do Batalhão Especializado em Policiamento de Estádios (Bepe), que apontou o Nilton Santos como um local apto para receber a semifinal.
Embora manifestações anteriores tenham apontado o Maracanã como opção preferencial, a desembargadora entendeu que as autoridades não consideraram sua utilização indispensável para garantir a segurança do evento.
O Vasco, porém, vinha defendendo a realização da partida no Maracanã.
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