Copiloto tentou sequestrar avião para atacar aeroporto de Israel, diz Dubai
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos informaram nesta sexta-feira (9) que o copiloto de uma aeronave da companhia FlyDubai, identificado como Hammam Al-Hammami, pretendia realizar um ataque suicida contra o Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, Israel.
Segundo o Ministério Público de Dubai, o suspeito tentou assumir o controle do avião durante um voo recente, com o objetivo de utilizar a aeronave contra o terminal de passageiros do aeroporto israelense.
Durante a tentativa de sequestro, o copiloto esfaqueou o comandante, mas acabou sendo imobilizado por passageiros e integrantes da tripulação.
A aeronave realizou um pouso de emergência na Arábia Saudita, sem registro de queda.
As autoridades emiradenses classificaram o episódio como uma tentativa de atentado terrorista premeditado.
Copiloto teria planejado ataque suicida contra aeroporto O procurador-geral de Dubai, Hamad Saif Al Shamsi, afirmou que as investigações apontam para um plano elaborado com antecedência.
De acordo com o Ministério Público, o objetivo do suspeito seria tomar o controle da aeronave e utilizá-la para atingir o terminal de passageiros do Aeroporto Ben Gurion, um dos principais pontos de entrada e saída de Israel.
As autoridades consideram que a intenção atribuída ao copiloto caracteriza uma tentativa de ataque terrorista.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias da ação, incluindo o planejamento e a possível participação de outras pessoas.
Suspeito afirmou ter agido sozinho Durante os procedimentos investigativos, Hammam Al-Hammami declarou que não contou com a ajuda de cúmplices.
Segundo o procurador-geral, o copiloto afirmou ter agido de maneira independente e relatou ter se inspirado nos atentados de 11 de setembro de 2001, ocorridos nos Estados Unidos.
Naquela ocasião, integrantes da organização terrorista Al-Qaeda sequestraram aviões comerciais e os utilizaram em ataques que atingiram o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, na região de Washington.
Apesar das declarações do suspeito, as autoridades de Dubai ressaltaram que ainda investigam se ele realmente agiu sozinho.
A apuração permanece em andamento para verificar a veracidade de seu depoimento e identificar eventuais conexões com outras pessoas ou organizações.
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