Massis rebate opositor e expõe 'guerra' no São Paulo em caso Ticketmaster
O presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, fez duras críticas ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior - principal opositor do dirigente -, pela criação de uma comissão para analisar o contrato do clube com a Ticketmaster. O acordo já foi aprovado pelo Conselho de Administração e encaminhado ao Deliberativo. Paralelamente, a NewC, outra empresa que disputava a licitação, enviou uma série de questionamentos ao órgão.
De acordo com Massis Jr, "Trata-se de uma tentativa de prejudicar um processo estruturado, conduzido ao longo de mais de quatro meses, com análise das áreas responsáveis e submissão às instâncias competentes de governança do São Paulo Futebol Clube".
Segundo o presidente do São Paulo, o material apresentado pela NewC consistia em uma apresentação preliminar sobre uma possível estrutura financeira ligada ao estádio, sem uma proposta formal e detalhada ou garantia de captação dos R$ 500 milhões mencionados. Ele diz que o processo em discussão tinha como objeto exclusivamente o contrato relacionado à Ticketmaster, e não a negociação de ativos imobiliários ou do direito de superfície do MorumBis.
O mandatário diz também o clube solicitou mais informações à empresa em diversas ocasiões, mas não recebeu uma proposta completa que pudesse ser comparada às demais participantes da concorrência.
"Causa estranheza, ainda, que somente agora representantes da NewC tenham passado a assumir diretamente a comunicação sobre o tema, inclusive com o envio de e-mails ao Conselho Deliberativo, quando, durante o processo, essa interlocução foi conduzida por terceiros."
"É igualmente preocupante que uma empresa multinacional dinamarquesa tente reverter, por meio de pressão política e institucional, o resultado de uma concorrência na qual sua proposta foi amplamente superada pela de outra participante."
Antes da nota divulgada nesta quarta-feira, Harry Massis Jr defendeu em um áudio vazado que o clube fechasse o acordo com a Ticketmaster para honrar compromissos com o elenco.
"Agora eu preciso que vocês ajudem a fazer o presidente do Conselho Deliberativo colocar na pauta para ser votado(o contrato), porque, se segurar e não for votado, nós não vamos cumprir nada. Não vai ter dinheiro para pagar nada, entendeu? Então tem muita gente bocuda que fala o que não deve falar e daí recai sobre a minha pessoa", diz a gravação.
A proposta prevê uma antecipação de R$ 140 milhões da empresa ao clube. O valor seria um empréstimo, devolvido em cinco anos, com correção monetária.
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