domingo, 13 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Apple se rende à moda dos telefones dobráveis; conheça o novo iPhone Duo 6 pesquisas fresquinhas sobre IA que vão te deixar pensativo IA extinguirá humanos? Risco supera 10% na próxima década, diz especialista CEO da Anthropic pede contenção de desenvolvimento de modelos de IA por receio de uso indevido CEO da Anthropic defende desacelerar IA poderosa sem 'parar progresso' Conselho da Meta pede que checagem de jornalistas não seja substituída E se uma máquina não roubar seu emprego? Grupo de matemáticos alerta para 'efeito destrutivo' da IA na disciplina Emirados usaram IA contra especialistas da ONU sobre Sudão, diz Anthropic Como Anthropic diz que Claude foi manipulado para armas, espionagem e golpes Apple se rende à moda dos telefones dobráveis; conheça o novo iPhone Duo 6 pesquisas fresquinhas sobre IA que vão te deixar pensativo IA extinguirá humanos? Risco supera 10% na próxima década, diz especialista CEO da Anthropic pede contenção de desenvolvimento de modelos de IA por receio de uso indevido CEO da Anthropic defende desacelerar IA poderosa sem 'parar progresso' Conselho da Meta pede que checagem de jornalistas não seja substituída E se uma máquina não roubar seu emprego? Grupo de matemáticos alerta para 'efeito destrutivo' da IA na disciplina Emirados usaram IA contra especialistas da ONU sobre Sudão, diz Anthropic Como Anthropic diz que Claude foi manipulado para armas, espionagem e golpes
Últimas

Como Beatles e Bob Dylan fazem a ciência avançar

UOL Notícias ·
Como Beatles e Bob Dylan fazem a ciência avançar

Jornalista de ciência e ambiente, autor de “A Ciência Encantada de Jurema" (ed. Fósforo)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Coisa de 23 anos atrás o jornalista e baterista Ricardo Bonalume Neto divertia a redação da Folha incorporando em comentários sobre a Guerra do Iraque algumas palavras esdrúxulas (como "sushi" ) cantadas por seus vizinhos. Descobriu-se anos depois que pesquisadores do Karolinska, venerável instituto do Nobel em medicina , contrabandeavam letras de Bob Dylan em artigos científicos.

Parece bem mais fácil —do que compor (com) um sushi— bolar o título "Nitric oxide and inflammation: The answer is blowing in the wind" (óxido nítrico e inflamação: a resposta está soprando no vento), encaixando um verso da memorável canção .

Dylan figurava como uma das muletas mais usadas por cientistas para atrair atenção de leitores com referências de música popular, revelou Carl Gornitzki em 2015. Logo se evidenciou que os Beatles ganham de lavada do bardo, como reiteram Gabriel Budel, Robert E. Kooij e Michiel Tjepkema no periódico Plos One .

"Enquanto pesquisas anteriores identificavam aproximadamente 550 artigos acadêmicos relevantes [citando os Fab Four], nossa pesquisa no Scopus produziu 2.048 artigos contendo correspondências exatas dos títulos das músicas dos Beatles e 555 que usam jogos de palavras", escrevem. "Além disso, encontramos 189 títulos de artigos que contêm um verso exato dos Beatles e 408 que incorporam jogos de palavras baseados nas letras."

A canção mais referenciada é a chorosa "The Long and Winding Road", com incríveis 798 menções. Um exemplo entre tantos surge em "Vaccines for Pseudomonas aeruginosa : A long and winding road" (vacina para Pseudomonas aeruginosa : um caminho longo e sinuoso).

Para os autores, a metáfora do trajeto comprido e cheio de curvas exprime a natureza do próprio processo científico, que avança por tentativas e erros em busca de resultados, ainda que provisórios: "Muitos dos fenômenos estudados na ciência são caracterizados por um desenvolvimento prolongado e imprevisível".

A mesma ideia de dificuldade aparece figurada em canções como "With a Little Help from My Friends", argumenta o artigo —cujo título, aliás, repete a fórmula com "How science gets by with a little help from the Beatles" (como a ciência segue em frente com uma pequena ajuda dos Beatles).

A inteligência artificial foi decisiva para ampliar o levantamento incluindo também trocadilhos e duplos sentidos, seja a partir de títulos de músicas ou de versos em suas letras. Os mais citados são "You say you want a revolution" (você diz querer uma revolução), "Come together, right now" (juntem-se, agora mesmo), e "Help! I need somebody" (socorro! preciso de alguém).

O verso seguinte a este último diz "not just anybody" (não qualquer um), que deu curso ao melhor trocadilho científico, na avaliação deste colunista: "Help! Not just any antibody" (socorro! não qualquer anticorpo).

Ciência também é cultura, inclusive a pop.

Ler a notícia completa no UOL Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

Mais de UOL Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›