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'Crime organizado não pode se infiltrar no PRTB', diz viúva de Levy Fidelix

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'Crime organizado não pode se infiltrar no PRTB', diz viúva de Levy Fidelix

Aldinea Fidelix, fundadora do PRTB ao lado do marido, Levy Fidelix (1951-2021), disse estar preocupada com os rumos da sigla, que registrou o inelegível Pablo Marçal como candidato à Presidência. Ela e a filha, a advogada Karina Fidelix afirmam que "o crime organizado não pode se infiltrar no partido".

Viúva de Fidelix diz que a sigla se afastou dos objetivos iniciais. "O que temos visto é a entrega de um partido ao crime organizado. Não é a luta de uma família num partido, é a luta pela soberania nacional", afirmou ela sobre o PRTB, registrado em 1997 no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Objetivo é tirar o atual presidente do partido, Leonardo Avalanche , diz Karina. Sua mãe afirma não acusar Marçal de integrar uma organização criminosa. Segundo Aldinea, a preocupação é que pessoas com "fortes indícios de ligação com organizações criminosas" possam influenciar a escolha de candidatos à Presidência. Avalanche nega ligações com o PCC e não comentou as declarações de Aldinea.

Aldinea e Karina dizem que vão recorrer à Justiça contra a suposta infiltração criminosa no partido. Segundo elas, a medida pretende "impedir a presença de pessoas ligadas ao crime organizado no partido". "Esse momento será um divisor de águas para o partido", afirmam.

Para Aldinea, a transformação do PRTB começou em 2022. Segundo ela, a mudança ocorreu após a morte de Levy Fidelix e a chegada de Júlio Fidelix, irmão do fundador, à presidência nacional da sigla.

Karina afirma que pessoas ligadas à direção do partido mantêm relações com integrantes de organizações criminosas. Segundo integrantes do PRTB ouvidos pela reportagem, Júlio teria contratado um advogado que já havia representado uma pessoa condenada por tráfico de drogas. Os mesmos integrantes dizem que o advogado Antônio Amauri Malaquias de Pinho, ligado a Avalanche e a Pablo Marçal, também teria atuado para Júlio. Odete Columbia, mulher de Júlio, afirmou que ele não se manifestaria.

Aldinea e Karina dizem que o PRTB foi "descaracterizado" após a morte de Levy Fidelix . Aldinea afirma que o lema original do partido era "Deus, pátria e família" e que a legenda passou a ser comandada por pessoas que, segundo Karina, têm "interesses obscuros". As duas querem voltar ao comando da sigla por meio da Justiça.

Aldinea diz que Marçal está "em avaliação". Ela afirma ter se surpreendido com a escolha do influenciador como candidato à Presidência e questiona como a decisão foi articulada com Avalanche. A viúva de Fidelix também menciona a situação de inelegibilidade de Marçal e seu desempenho na eleição municipal de São Paulo.

Todo mundo sabe o que Marçal aprontou nos debates, ficou inelegível. Como ele estava inelegível, foi uma surpresa o nome dele apontado como presidenciável. Não sabemos como isso foi alinhavado com Avalanche. Então, Pablo está em análise. Aldinea Fidelix, fundadora do PRTB e viúva de Levy Fidelix

Um partido político é uma ferramenta necessária para alcançar o poder, se temos integrantes partidários que facilitam essas pessoas a concorrer é uma coisa perigosa. Karina Fidelix, filha dos fundadores do PRTB

A disputa pelo comando do PRTB começou após a morte de Levy Fidelix, em abril de 2021.

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