Marjorie Estiano, protagonista da série ‘Habeas Corpus’, a VEJA: “A Justiça é complexa”
O que a atraiu para esse projeto? Falar sobre justiça é algo que me desperta muito interesse.
Encaro como um serviço público.
Aproximar o público um pouco mais do sistema judiciário constrói cidadania, como fizemos com a saúde pública em Sob Pressão , da Globo.
E a trama fala de revisão criminal, que é o reexame de condenações injustas, um instrumento não só de reparação para uma pessoa, mas de fortalecimento da Justiça como um todo.
Sua personagem é uma professora de direito que escala alunos para provar a inocência de um condenado.
Como foi o preparo para esse papel? Foi um processo feito com muita humildade, porque a Justiça é complexa.
Conversei com os diretores do Innocence Project Brasil, ONG na qual a série é inspirada, que atua nessa área específica.
Entendi que eles querem aprimorar o sistema judiciário e não desmerecê-lo.
Também tive o auxílio de um advogado criminal que me apresentou o sistema na lida e me aproximei de várias gerações do direito, a fim de entender a visão de quem está começando e de quem já aprendeu com seus erros.
No começo, Habeas Corpus lembra um pouco How to Get Away with Murder , série estrelada por Viola Davis.
Buscou inspiração nela? Nunca vi essa série e fiz questão de não assistir para evitar influência.
O DNA da nossa série é brasileiro e retrata a nossa cultura e as nossas dificuldades.
A minha melhor maneira de me preparar é sempre olhar para a vida real.
Atuar nesse projeto mudou sua perspectiva sobre nosso Judiciário? Sem dúvida.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.