Flávio Bolsonaro fez “balé do trambique” com passaportes até chegar aos EUA
As circunstâncias que cercaram a fuga do senador e ex-candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) do território sul-americano com destino à Flórida revelam uma operação articulada para driblar ordens judiciais expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
Encurralado pelo avanço de investigações que apuram lavagem de dinheiro e repasses financeiros obscuros, o parlamentar desenhou uma logística internacional complexa que combinou a travessia terrestre de fronteira, o uso de múltiplas cidadanias e o emprego de um documento anulado pelas autoridades brasileiras.
O plano de evasão ganhou contornos definitivos quando o ministro Alexandre de Moraes determinou a retenção imediata dos documentos de viagem do parlamentar, proibindo-o de deixar o país.
Ao perceber que o cerco se fechava e visando evitar a iminente apreensão, o parlamentar organizou uma rota que contornou o espaço aéreo e os postos de fiscalização das autoridades federais brasileiras.
M anobra no Cone Sul e a ciranda documental A travessia começou sob a proteção da noite, quando o senador e seu núcleo familiar cruzaram a Ponte Internacional Tancredo Neves, conexão terrestre entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.
Para cruzar o controle de imigração do país vizinho sem acionar alertas sobre sua condição legal no Brasil, o parlamentar colocou em prática a primeira cartada de sua estratégia ao apresentar seu passaporte de cidadania italiana.
A documentação do restante da família foi fragmentada entre passaportes brasileiros convencionais e carteiras de identidade.
A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou a entrada da comitiva na fronteira terrestre e o rápido deslocamento da família até o aeroporto local.
Sem passar por inspeções em aeroportos brasileiros de grande porte, o grupo embarcou em um jato executivo Gulfstream G400, fretado junto à empresa de táxi aéreo Baires Fly S.A.
A aeronave descolou do solo argentino na madrugada desta quarta-feira (28), executando uma rota calculada para desviar inteiramente do espaço aéreo brasileiro.
Após uma escala técnica de reabastecimento na cidade de Guaiaquil, no Equador, o voo prosseguiu em direção ao território norte-americano, aterrissando no estado da Flórida.
Entrada nos EUA com documento anulado Se na América do Sul o senador apelou à cidadania europeia para garantir o trânsito, a chegada ao destino final reservou a etapa mais conturbada do arranjo internacional.
Dados abertos do sistema de controle de fronteiras da agência U.S.
Customs and Border Protection (CBP) confirmaram que Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami fazendo uso de seu passaporte diplomático emitido pelo Senado Federal brasileiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.