Análise: Paysandu segue vulnerável com três zagueiros e ataque fica inofensivo
A expressão “cobertor curto” no futebol é utilizada quando se quer dizer que, para cada escolha, existe uma renúncia.
Se um time é extremamente ofensivo, pode deixar espaços na defesa.
O contrário também pode ocorrer.
Incomodado com o número de gols sofridos pelo Paysandu na Série C, o técnico Júnior Rocha mencionou, na coletiva após a derrota para o Brusque, na primeira rodada do quadrangular, que poderia utilizar um sistema com três zagueiros.
Foi o que ele fez -- no jogo que terminou com a derrota por 1 a 0 diante da Ferroviária.
O treinador bicolor promoveu o retorno de Castro, afastado por questões extracampo, para formar a defesa ao lado de Carrerette e Lucas Rodrigues.
Aqui, há uma questão: contra o Brusque, Gustavo Henrique, que teve desempenho ruim, entrou no time no lugar de Lucas.
Neste domingo, na Fonte Luminosa, ele sequer entrou em campo.
Júnior Rocha, técnico do Paysandu Jorge Luís Totti/Paysandu A mudança de peças e de sistema, saindo de uma formação com dois zagueiros para outra com três, mostra que o técnico do Paysandu está tentando encontrar soluções.
No entanto, segue falhando em resolver o problema.
Veja mais + Paysandu perde para Ferroviária e segue sem pontuar no quadrangular da Série C Contra a Ferroviária, os três zagueiros não foram suficientes para corrigir as falhas defensivas e, com esse sistema, a equipe ainda piorou sua produção ofensiva, justamente um dos pontos positivos do time.
Ou seja, os "pés e a cabeça" do time de Júnior Rocha ficaram descobertos na Fonte Luminosa, já que não conseguiu se defender bem e também não foi capaz de ser perigoso no ataque.
A esperança de que o retorno de Castro e a utilização de três zagueiros resolveriam o problema caiu por terra, pelo menos neste jogo.
É claro que uma mudança de sistema precisa de tempo para ser consolidada.
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