Dark Horse: ONG repassou R$ 16 mi a fornecedor que teria ameaçado produtora
O Instituto Conhecer Brasil , presidido pela produtora Karina Ferreira da Gama , repassou R$ 16,7 milhões à empresa contratada para instalar os pontos do programa WiFi Livre SP na periferia de São Paulo.
A mesma empresa é acusada pela produtora de tê-la ameaçado .
O relato está em um boletim de ocorrência e em documentos que o instituto entregou à polícia, anexados ao inquérito que apura suspeitas de fraude no contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo.
O material passou a ser público neste domingo (13) , depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os autos vindos da Justiça estadual paulista tramitem sem sigilo.
No boletim de ocorrência registrado no 78º Distrito Policial, ela relatou que a empresa, por meio de sua representante jurídica, passou a exigir cerca de R$ 2,5 milhões “desprovidos de lastro contratual” e condicionou a solução do conflito ao pagamento, sob ameaça de medidas contra a imagem do instituto.
Segundo o relato, as exigências vieram acompanhadas de “estratégias de pressão”, com ameaça de exposição na imprensa e de divulgação de informações internas.
Leia Mais Polícia de SP pede dados do Coaf sobre produtora de Dark Horse desde maio Investigação cita R$ 8,5 milhões de faturas inidôneas de empresa ao ICB Justiça mandou apreender valores acima de R$ 3 mil em ONG de “Dark Horse” Em entrevista ao analista de política da CNN Brasil Caio Junqueira , Karina descreveu a mesma situação, sem nomear a empresa, mas atrelando a ocorrência a dois personagens.
Segundo o relato, os episódios teriam envolvido um ex-marido e um ex-fornecedor.
Karina contou que um fornecedor teria deixado de cumprir obrigações relacionadas ao projeto e que, em determinado momento, o sinal foi desligado.
Depois disso, segundo ela, começaram pressões relacionadas à continuidade da iniciativa.
Ela afirmou que as denúncias que posteriormente chegaram à imprensa tiveram relação com esse contexto e confirmou, ao ser questionada, que atribuía o início delas ao ex-marido e ao ex-fornecedor.
Segundo Karina, o ex-fornecedor teria pedido R$ 2,5 milhões para não prejudicar o projeto.
“Esse ex-fornecedor queria ali um valor: 2 milhões e meio.” Os valores do contrato Os documentos apresentados pelo instituto à polícia detalham a relação com a empresa.
Em 25 de junho de 2024, cinco dias depois de o instituto assinar o contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo, foi celebrado acordo com a fornecedora para implantar e manter 5 mil pontos de Wi-Fi, ao valor unitário de R$ 512,93, somando R$ 30,7 milhões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.