Polícia aponta “consistentes suspeitas” de desvio para bancar Dark Horse
Os documentos tornados públicos após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino retirar, neste domingo (13/9), o sigilo da investigação que apura o financiamento do filme Dark Horse , sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mostram que a Polícia Civil de São Paulo encontrou indícios de que verbas destinadas ao programa WiFi Livre SP tenham sido usadas para bancar a produção da obra audiovisual.
“Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial e de que os recursos públicos do programa ‘WiFi Livre SP’ tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo”, diz o documento elaborado pela Polícia Civil.
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O contrato entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o Instituto Conhecer Brasil (ICB) , inicialmente avaliado em R$ 108 milhões e posteriormente elevado para R$ 157,1 milhões após aditivos, prevê a implantação, operação e manutenção de 5 mil pontos de acesso à rede pública de Wi-Fi em comunidades do município, pelo prazo de 12 meses.
Relembre Na quinta-feira (10), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Make Up para cumprir 49 mandados de busca e apreensão.
Entre os alvos estavam Karina e o deputado federal Mario Frias.
Mario figura no inquérito porque é apurado que emendas parlamentares de autoria dele tenham sido repassadas a duas organizações da sociedade civil ligadas a Karina, responsável pela produção do filme.
A PF revelou que os investigadores identificaram indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.
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