Pessoas com deficiência vivem em moradias com menos estrutura, aponta Censo 2022
Dados inéditos do Censo 2022 , divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (18), revelam que pessoas com deficiência vivem em moradias com infraestrutura inferior e enfrentam maior desigualdade no acesso a serviços essenciais no Brasil.
O levantamento detalha disparidades significativas em saneamento básico, acesso à internet e mobilidade urbana.
Pessoas com deficiência enfrentam maior desigualdade no acesso a serviços básicos como saneamento e internet, conforme dados do Censo 2022.
Há também disparidades significativas na mobilidade urbana e na participação política de indivíduos com deficiência no país.
Apesar de melhorias no serviço público federal, a representação de pessoas com deficiência em cargos eletivos diminuiu entre 2020 e 2024.
Um dos aspectos mais relevantes é o acesso ao esgotamento sanitário.
Apenas 59,8% das pessoas com deficiência vivem em residências com fossas ou ligação à rede coletora de esgoto.
Entre aqueles que não têm deficiência, o índice é de 63,1%.
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Renda de PCDs equivale a 70% do rendimento de pessoas sem deficiência.
A desigualdade se repete também no acesso ao abastecimento de água potável e coleta de lixo.
Para os que têm deficiência, o acesso à água por rede ou distribuição chega a 82% dos lares e a coleta de resíduos direta ou indireta, a 90,1%.
Para os sem deficiência, os indicadores são, respectivamente, de 83,1% e 91,1%.
O acesso aos três serviços de saneamento básico atinge 56,6% dos lares onde vivem pessoas com deficiência, contra 60,2% das moradias onde só residem pessoas sem deficiência.
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