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No futebol, menos é mais

Máquina do Esporte ·

Já há alguns anos, imagino que você tenha reparado, assim como eu, que as camisas dos clubes de futebol estão cada vez mais cheias de marcas.

Olhando pelo lado comercial, isso parece uma ótima notícia.

Afinal, o fato de ter mais empresas interessadas em colocar suas marcas nas camisas significa que o espaço na camisa continua tendo valor.

Mas será que é exatamente isso que está acontecendo? Segundo uma pesquisa do Ibope Repucom feita em 2025, os clubes da Série A tiveram 164 marcas diferentes expostas nos uniformes, 24% a mais que no ano anterior.

É muita marca.

Olhando para algumas camisas, a sensação é de que estamos cada vez mais próximos dos macacões de Fórmula 1.

Onde tem um espaço, tem uma marca.

Clavícula, barra frontal, barra traseira, meião, mangas, costas, dentro do número.

A comparação com a F1 é inevitável, mas com uma diferença importante: o fã de automobilismo não compra o macacão.

Já o torcedor de futebol compra a camisa, e isso muda bastante a conversa.

A camisa de um clube de futebol não é apenas uma propriedade de mídia.

Ela é um produto, um símbolo, uma manifestação da identidade do torcedor.

Quando alguém veste a camisa do clube do coração, está dizendo algo.

Por isso, talvez o problema não seja ter muitas marcas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.

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