Soldado do Exército é condenado por chamar colega de "preto imundo"
Um soldado do Exército foi condenado pela Justiça Militar por injúria racial contra um colega de quartel.
O episódio que motivou a ação penal ocorreu em março de 2025, no 13º Batalhão de Infantaria Blindado (13º BIB), em Ponta Grossa (PR), durante um período de internato, quando os militares ainda estavam se adaptando à rotina da unidade e às regras de formação.
A sentença foi proferida neste mês, após processo que durou pouco mais de um ano.
De acordo com a ação, após uma refeição no rancho do batalhão, os soldados se preparavam para entrar em forma.
Segundo os depoimentos reunidos no processo, o então soldado conversava com outro militar quando percebeu a aproximação do comandante do pelotão.
Um colega que estava próximo pediu que ele ficasse em silêncio.
O próprio ofendido reconheceu durante o processo que, nesse momento, deu um soco no ombro do colega para chamar sua atenção.
A reação veio imediatamente.
Segundo o processo, o acusado empurrou o colega e disse: “cala a boca, preto imundo”.
O episódio foi presenciado por outros recrutas, que, em juízo, afirmaram ter ouvido a expressão.
Um dos depoimentos registra que, após ouvir a ofensa, o ofendido ficou inquieto, abaixou a cabeça e permaneceu em silêncio.
Ele foi orientado pelas testemunhas a procurar um superior para relatar o ocorrido.
Leia também: Justiça Militar tem presença de negros em cargos de chefia acima da média do Judiciário A condenação ocorreu por unanimidade pela Auditoria da 5ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM), em Curitiba (PR).
A decisão é do Conselho Permanente de Justiça para o Exército.
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