Papa Leão XIV: o que é adenocarcinoma pulmonar, a doença do pontífice
A cirurgia do papa Leão XIV, realizada hoje à tarde, mostrou que o nódulo detectado em exames é um adenocarcinoma pulmonar.
O câncer é um dos mais comuns entre os tumores pulmonares, em escala global e costuma acometer fumantes e ex-fumantes.
No Brasil, são cerca de 31 mil novos casos a cada ano.
Adenocarcinoma pulmonar é um tipo de câncer que se começa nas células glandulares do epitélio (camada de revestimento). ele pode aparecer também em outros órgãos, como mama e intestinos.
Esse tipo de câncer é um dos mais comuns e pode afetar tanto homens quanto mulheres.
Leia também Papa Leão XIV é internado em Roma para cirurgia após descoberta de nódulo pulmonar Pontífice de 71 anos passará por procedimento no hospital Gemelli e deverá ficar afastado das atividades públicas por pelo menos uma semana Sintomas Muitos casos são assintomáticos no início, mas podem surgir: Tosse persistente ou com sangue (hemoptise) Falta de ar (dispneia) Dor no peito Fadiga e perda de peso sem causa aparente Fatores de risco Um dos principais fatores de risco da doença é o tabagismo, do jeito passivo ou ativo, porém a exposição a agentes ambientais e ocupacionais (como amianto, sílica, radônio e poluição do ar), também pode aumentar a possibilidade do tumor, bem como doenças pulmonares pré-existentes, histórico familiar ou predisposição genética (mutações em genes como EGFR, ALK ou KRAS).
Helano Freitas, colíder do Centro de Referência em Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo afirmou que o cenário do tratamento do adenocarcinoma de pulmão mudou drasticamente para melhor nos últimos 15 anos – graças às terapias-alvo e à imunoterapia.
“Mutações no gene EGFR estão presentes em cerca de 20% dos casos de adenocarcinoma de pulmão.
Inibidores de EGFR foram as primeiras terapias-alvo a demonstrar maior eficácia e melhor tolerância em relação à quimioterapia, há cerca de uma década.
Desde então, temos três gerações de inibidores de EGFR e conhecemos bem mais sobre como o tumor consegue ficar resistente ao tratamento.
O reflexo disso é que os pacientes estão vivendo mais e melhor”, explicou o médico durante a aula: “A Transformação do Adenocarcinoma de Pulmão nos Últimos 15 Anos – Perspectiva do Oncologista”.
A imunoterapia também tem contribuído de maneira importante para o aumento de sobrevida dos pacientes com câncer de pulmão.
No caso do câncer de pulmão de células não pequenas, a imunoterapia comprovadamente aumenta a sobrevida de pacientes com doença localmente avançada ou metastática.
A médica Ludhmila Hajjar, professora titular das Emergências Clínicas na FMUSP, disse que “esse tipo de câncer, quando está isolado, tem grandes chances de cura”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.