Enviados dos EUA defendem retorno a negociações trilaterais na Ucrânia
O enviado americano Steve Witkoff e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, defenderam neste domingo (6) o retorno às negociações trilaterais entre os Estados Unidos, a Rússia e a Ucrânia após discussões “substantivas” com autoridades ucranianas em Kiev.
A visita foi a primeira ida dos dois à capital ucraniana desde o início da guerra e ocorre em meio a ataques quase ininterruptos de mísseis e drones russos sobre a cidade.
Embora nenhum avanço significativo tenha sido anunciado após as conversas de domingo, Witkoff afirmou estar “confiante de que haverá uma boa resolução aqui”.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que “várias novas ideias” foram discutidas durante “boas conversas” com os EUA, mas não detalhou quais seriam essas ideias.
Leia mais Análise: Enviados de Trump levam incentivos para fim da guerra na Ucrânia Kremlin classifica reunião entre Putin e enviados de Trump como construtiva Análise: Após encontro com Putin, enviados de Trump irão direto a Zelensky As negociações ocorreram após reuniões intensivas que Witkoff e Kushner realizaram com o presidente russo Vladimir Putin em Moscou, parte do renovado esforço de Washington para encerrar a guerra na Ucrânia .
“Uma coisa que Steve (Witkoff) e eu realmente achamos que seria produtiva é voltar ao formato trilateral, o que conseguimos fazer há cerca de seis meses”, disse Kushner em coletiva de imprensa após as conversas em Kiev.
Kushner afirmou preferir as negociações trilaterais por permitirem que todas as partes se comuniquem diretamente, sem que os EUA precisem falar em nome da Ucrânia ou da Rússia.
“Todos estavam falando, sabe, em russo uns com os outros e realmente discutindo essas questões de uma maneira muito amigável, tudo em russo”, disse ele sobre rodadas anteriores de negociações trilaterais.
Ele acrescentou que os EUA conversaram com ambas as partes sobre essa ideia, afirmando que “esperamos ter progresso nisso muito em breve”.
Negociações trilaterais anteriores mediadas pelo país não conseguiram resolver questões-chave, como território e garantias de segurança para a Ucrânia.
Zelensky concordou, dizendo que “devemos fazer tudo o que for possível para garantir que reuniões trilaterais aconteçam – ou reuniões trilaterais mais nossos parceiros europeus.
Veremos com o que a Rússia concordará”.
Ao falar sobre sua recente visita à Rússia , Witkoff disse que sua equipe teve uma “conversa boa e concreta” com Putin.
“Se você não tem relacionamento com ambos os lados e tem uma comunicação precária, então provavelmente tem chances muito, muito pequenas de chegar a uma resolução pacífica”, disse Witkoff.
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