Navio antes usado para explorar petróleo agora faz pesquisa científica e já descobriu mais de cem espécies no oceano profundo
Um navio antes usado para exploração de petróleo e gás agora navega pelos oceanos do planeta tentando desvendar os mistérios ocultos no ambiente menos explorado da Terra.
A embarcação R/V Falkor (too) foi adaptada para fazer pesquisas científicas oceanográficas, sob responsabilidade do Schmidt Ocean Institute.
Atualmente, menos de 30% do leito marinho dos oceanos foi mapeado , entre estudos sobre a vida biológica e a cartografia do fundo do mar.
Antes de 2020, apenas três pessoas tinham ido até o ponto mais profundo dos oceanos, as Fossas Marianas, com quase 12 quilômetros de profundidade.
Para efeito de comparação, 28 astronautas já viajaram para a Lua .
Mais de cem novas espécies foram descobertas em expedições do grupo, como o “Loki, o Pepino-do-mar” , um animal que tem formatos que lembram um par de chifres, iguais ao deus da mitologia nórdica (e do filme da Marvel).
Para esse tipo de trabalho é utilizado um ROV (Veículo Operado Remotamente), uma espécie de drone submarino que consegue chegar a mais de quatro mil metros de profundidade e pesa quatro toneladas. document.createElement('video'); https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/10/IMG_8236.mp4 Leia Mais Animal minúsculo da Antártica mora e se alimenta em 'pequenos vulcões' a quase 1 km de profundidade; descoberta revela cem anos de mistério Barris com material radioativo estão soltando resíduos no oceano Atlântico Satélites feitos por estudantes brasileiros vão embarcar em missão da SpaceX Baleia-jubarte mergulha até o fundo do mar e deita ao lado do filhote que nasceu morto | CNN BRASIL Atracado em Fortaleza, no Ceará, o navio fez exploração do ambiente submarino do Oceano Atlântico e estará no território brasileiro também em 2027.
O Brasil vai sediar o evento da Década do Oceano da ONU (Organização das Nações Unidas) no ano que vem.
O encontro será no mês de abril no Rio de Janeiro.
Dragão Falkor, da “História Sem Fim”, que inspirou o nome do navio • Thiago Félix/CNN Brasil A CNN Brasil visitou o Falkor, nome inspirado no dragão do filme “A História Sem Fim”, para entender os avanços que a ciência pode trazer para a sociedade e como a tripulação de quase 80 pessoas vive e trabalha no mar.
O navio, que tem a classificação polar, pode realizar estudos de campo na Antártica e também no Ártico . https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/10/IMG_8259.mp4 Descobertas marinhas O navio explorou, recentemente, a Dorsal Mesoatlântica para entender a formação do oceano profundo, além de analisar os processos nas zonas de falhas geológicas na região da cordilheira marinha.
Essas montanhas podem contribuir para o sequestro de gases do efeito estufa da atmosfera.
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