Efeito Lula: Brasil pode superar EUA e virar maior exportador agrícola do mundo, diz jornal britânico
O Brasil pode ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior exportador agrícola do mundo ainda em 2026, segundo projeção do Financial Times.
A diferença entre os dois países encolheu de forma acelerada nos últimos anos, impulsionada pela expansão da produção brasileira e pela mudança no destino das compras chinesas.
A transformação aparece com força em Mato Grosso, citado pelo jornal britânico como um dos centros dessa virada.
Municípios como Sorriso e Lucas do Rio Verde cresceram acompanhando o avanço das lavouras e da produção voltada ao mercado externo.
O salto brasileiro, segundo o Financial Times, não começou agora.
O país ampliou áreas cultiváveis, adaptou sementes ao clima tropical, corrigiu solos de baixa fertilidade e passou a colher mais de uma safra por ano em determinadas regiões.
Esse processo ganhou velocidade depois da guerra comercial aberta por Donald Trump em 2018.
A China reduziu a dependência da soja americana e aumentou as compras no Brasil.
Em 2025, mais de 80 milhões de toneladas de soja brasileira foram enviadas ao mercado chinês , enquanto os embarques dos Estados Unidos ficaram abaixo de 10 milhões.
No algodão, a mudança já teria se consolidado.
O Brasil aparece como maior exportador mundial do produto, enquanto os embarques em contêineres cresceram 24,3% no acumulado do ano, segundo dados da Datamar citados no material-base.
A disputa pela liderança geral ficou apertada.
Em 2025, os Estados Unidos exportaram US$ 171 bilhões em produtos agropecuários , contra cerca de US$ 169 bilhões do Brasil .
Em 2021, a vantagem americana ainda era de US$ 56 bilhões.
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