Jordânia ataca grupos terroristas na Síria após atentado contra igreja; 8 morrem em bombardeios
Fiéis ouvem um clérigo cristão discursar durante uma vigília na Igreja Ortodoxa Grega da Transfiguração, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 26 de outubro de 2026, em solidariedade às vítimas do ataque à Igreja de São Jorge, em 23 de outubro ZAIN JAAFAR / AFP O Exército da Jordânia afirmou que atacou, nesta segunda-feira (26), "organizações terroristas" na vizinha Síria, em retaliação a um atentado jihadista mortal contra uma igreja na semana passada, poucas horas depois de as autoridades prenderem três suspeitos do ataque.
A instituição militar informou que aeronaves da Força Aérea haviam "destruído várias posições terroristas" e matado e ferido "numerosos integrantes" de grupos ligados aos autores do ataque contra a igreja.
O ataque mortal sem precedentes da semana passada contra uma igreja greco-ortodoxa deixou nove mortos e 25 feridos.
As forças de segurança da Jordânia prenderam três suspeitos nesta segunda-feira.
A Síria informou que o número de mortos nos ataques desta segunda-feira no sul do país havia subido para oito, ante um balanço anterior de cinco vítimas fatais.
Agora no g1 "Os hospitais da província de Daraa receberam oito vítimas, incluindo um idoso e três crianças", além de quatro feridos, informaram as autoridades sanitárias.
O governo sírio afirmou nesta segunda-feira que a Jordânia "não realizou nenhuma coordenação prévia" antes de lançar os ataques mortais em retaliação a um atentado jihadista fatal contra uma igreja, informou a agência estatal de notícias SANA.
A SANA citou o Ministério das Relações Exteriores da Síria, que afirmou ter comunicado à Jordânia sua "completa ressalva quanto à realização de operações em território sírio sem coordenação prévia".
O ministério acrescentou que a "comunicação e a coordenação" com a Jordânia estavam em andamento "para lidar com as repercussões deste incidente de uma maneira que preserve a segurança e a soberania do território sírio".
O rei Abdullah II afirmou que havia "prometido que os terroristas não escapariam da Justiça e que nenhum defensor de ideologias obscurantistas que dividem os jordanianos seria tolerado", escreveu em uma nova publicação na rede social X.
Ataques contra locais de culto na Jordânia são incomuns.
Em 2016, um ataque na cidade de Karak teve como alvos um centro de segurança e patrulhas policiais e deixou dez mortos.
"Linha vermelha" Segundo o balanço mais recente das autoridades, nove pessoas morreram e 25 ficaram feridas no ataque contra cristãos do reino, cometido na sexta-feira por homens armados na aldeia de Hamud, no sul do país, durante uma procissão fúnebre.
A província de Karak, onde fica Hamud, abriga uma importante comunidade cristã no reino, de maioria muçulmana.
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