Mulher deve ser indenizada por encontrar lagartixa em macarrão instantâneo, decide Justiça de Goiás
Consumidora encontra lagartixa dentro de embalagem de macarrão instantâneo em Morrinhos Uma consumidora de Morrinhos, na região sul de Goiás, será indenizada em R$ 3 mil por danos morais após encontrar uma lagartixa morta dentro de um copo de macarrão instantâneo.
Segundo a Justiça, o produto era um Cup Noodles, da Nissin, sabor frango com molho teriyaki, comprado para a filha menor de idade da mulher.
A decisão é da juíza Raquel Rocha Lemos, do Juizado Especial Cível e Criminal da comarca de Morrinhos.
A consumidora entrou com uma ação contra a Nissin Foods do Brasil e pediu R$ 20 mil de indenização por danos morais.
A sentença foi publicada em 25 de agosto.
O g1 entrou em contato com a Nissin e com o escritório de advocacia que representa a empresa e aguarda retorno. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com o processo, a mulher contou que preparava o macarrão para a filha e adicionou água quente ao copo, conforme as instruções da embalagem.
Depois disso, percebeu um animal morto, identificado como uma lagartixa, boiando no alimento.
A situação foi registrada pela consumidora em fotos e vídeos apresentados à Justiça.
Nas imagens exibidas pela TV Anhanguera, é possível ver a lagartixa dentro do copo com o macarrão já preparado.
A filha da consumidora também aparece no vídeo e se assusta ao perceber o animal no alimento.
Segundo a mulher relatou no processo, a situação provocou repulsa e abalo psicológico, principalmente porque o macarrão seria consumido pela filha.
A consumidora procurou o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante e o produto foi substituído pela empresa.
Lagartixa é encontrada dentro de copo de macarrão instantâneo preparado por consumidora em Morrinhos, Goiás Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: Frentista demitido por beber cerveja durante almoço deve ser indenizado, determina Justiça Companhia aérea é condenada a pagar R$ 10 mil a adolescente após mudança de voo Trabalhador que precisava andar 1 km para ir ao banheiro deve ser indenizado, determina Justiça O que disse a empresa No processo, a Nissin negou a possibilidade de a contaminação ter ocorrido em sua linha de produção.
A fabricante afirmou possuir rigorosos processos de controle de qualidade, barreiras físicas e certificações e argumentou que o processo de fabricação utiliza altas temperaturas, o que, segundo a empresa, impossibilitaria a sobrevivência e o desenvolvimento de pragas.
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