Vítimas de acidente relatam espera de quase 2 semanas por cirurgia na Santa Casa
A Unidade do Trauma da Santa Casa de Campo Grande também enfrenta lentidão nas cirurgias, conforme relato sobre dois pacientes enviados ao Direto das Ruas nesta manhã (13).
Na semana passada, a reportagem mostrou casos de operações urgentes no cérebro e no fêmur pendentes há mais de 15 dias .
O eletricista Nivaldo Alves da Mota, 48, é um dos pacientes que não faz ideia de quando será operado e já foi colocado em jejum cinco vezes, sem receber justificativas sobre o adiamento.
Ele chegou ao pronto-socorro da Santa Casa há 14 dias, após passar de moto em cima de buraco no asfalto da Avenida Gunter Hans.
Era por volta de 7h e o homem seguia para o trabalho.
"Não sei nem quem é meu médico.
O SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) fala que vai mandar alguém responsável, mas até agora nada.
Só o pessoal da enfermagem atende.
Estou aqui sem trabalhar e sem resposta de ninguém", diz o paciente.
Nivaldo sofreu uma fratura no braço, que já tinha uma placa e três parafusos colocados durante uma cirurgia realizada há 19 anos, após outro acidente de moto.
Com dor e sem comer - O outro caso é de um adolescente de 17 anos vítima de acidente de trânsito.
A irmã dele, Ana Beatriz Balarini, conta que o rapaz sente dor e chegou a ficar sem comer por dois dias, aguardando cirurgias que precisam ser feitas nos dois braços.
"Colocaram ele de jejum umas quatro, cinco vezes, uma dessas vezes ficou de jejum dois dias, não fizeram a operação e mandaram ele comer", confirma.
O adolescente está com os dois braços enfaixados.
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