Menina perde a casa e a família, mas não desiste de encontrar o País dos Sonhos
Uma menina que perde a casa e a família, mas não deixa de sonhar, é a protagonista do espetáculo “A Menina e o Fim”, que estreia nesta quarta-feira (14), em Campo Grande.
A peça terá três apresentações gratuitas, até sexta-feira (16), sempre às 20h, no Grupo Casa, no Bairro Amambaí.
Escrita e dirigida por Ligia Tristão Prieto, a história acompanha Maria, interpretada por Kiohara, uma criança que precisa fugir de casa com a família.
Durante o caminho, ela enfrenta perdas dolorosas, mas encontra na imaginação uma maneira de continuar seguindo em frente.
É nessa mistura de realidade e fantasia que Maria conhece personagens diferentes e parte em busca de um lugar chamado País dos Sonhos.
“A Maria vem e prova que é possível, sim, esses dois mundos coexistirem, que podemos ver o mundo com cor sem perder a noção da realidade”, afirmou Kiohara, intérprete da protagonista.
A história foi inspirada na fuga das irmãs Lispector da Ucrânia para o Brasil, em 1922, durante um período de guerra e perseguição à população judia.
O livro “No Exílio”, de Elisa Lispector, e a poesia do escritor sul-mato-grossense Emmanuel Marinho também serviram de inspiração.
Embora trate de assuntos como perdas, medo e saudade, a peça tem classificação livre e convida o público a olhar para os sentimentos das crianças, mostrando que elas também precisam ser ouvidas e compreendidas.
“Eu acredito na arte como possibilidade de sonho, de construção de uma vida possível, por isso escrevi A Menina e o Fim, como um grito de amor da arte para a infância”, declarou Ligia.
Bonecos gigantes e música ao vivo - Para contar a história, o espetáculo aposta em bonecos gigantes, figurinos inspirados na cultura ucraniana e música executada ao vivo.
Entre os personagens que cruzam o caminho de Maria estão a boneca Buzuza, interpretada por Lethícia Rodrigues, o Rato, vivido por Tero Queiroz, a Borboleta, interpretada por Sofepoar Minott, e uma avó gigante, representada por Zyan Nalrad (Anna Burton).
Parte dos bonecos foi produzida com papietagem, técnica que utiliza camadas de papel para criar diferentes formas e objetos.
O desafio foi construir peças grandes, mas leves o suficiente para serem movimentadas durante as apresentações.
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