Acordo internacional prevê ações para valorizar a cultura afro-brasileira
Preservar lugares ligados à história da população negra, incentivar pesquisas e aproximar museus, arquivos e instituições de ensino são objetivos de um entendimento entre o Brasil e a União Africana.
O DOU (Diário Oficial da União) desta quinta-feira (29) publicou o documento, que prevê colaboração para preservar e ensinar a memória da escravidão e do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas.
O tema tem relação com a preservação de referências da cultura afro-brasileira em Mato Grosso do Sul, como a Comunidade Tia Eva, em Campo Grande.
O memorando prevê duração de três anos a partir da assinatura, com possibilidade de renovação pelo mesmo período.
Na prática, o documento estabelece uma base para que os participantes organizem projetos conjuntos.
Entre as possibilidades estão pesquisas sobre a história da África e de seus descendentes, preservação de lugares de memória, iniciativas com museus e arquivos, debates públicos e intercâmbios culturais e científicos.
Pelo Brasil, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania conduzirá a cooperação.
A Comissão da União Africana será responsável pela participação da organização que reúne países do continente africano.
O entendimento relaciona a preservação dessa história ao enfrentamento do racismo e à valorização das contribuições dos povos africanos para a sociedade brasileira.
Também prevê incentivo às manifestações culturais e às tradições africanas presentes no país.
Para transformar as intenções em atividades, os participantes deverão elaborar um programa de trabalho.
Esse planejamento deverá indicar os projetos, os prazos e as formas de acompanhar os resultados.
O texto publicado não detalha quais instituições ou localidades participarão.
O memorando também não garante financiamento.
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