quarta-feira, 19 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Nasa revela imagens de cratera deixada por foguete da SpaceX na Lua Em julgamento, Meta nega acusações de que tentou viciar crianças em suas redes Sophie Adenot é a primeira francesa a fazer caminhada fora da ISS Anthropic prepara poder de voto especial para fundadores antes de IPO, diz The Information Eclipse lunar na próxima semana pode ser visto de todo o Brasil; veja dicas Anac deve certificar neste semestre tecnologia de decolagem automática da Embraer O que tá rolando no mundo: OpenAI abre escritório no Brasil e Meta em risco Afinal, pode jogar papel higiênico no vaso sanitário? Entenda os riscos Algoritmo do X prioriza posts que geram irritação, diz estudo Apple reduz taxas e facilita lojas alternativas no iPhone na Europa Nasa revela imagens de cratera deixada por foguete da SpaceX na Lua Em julgamento, Meta nega acusações de que tentou viciar crianças em suas redes Sophie Adenot é a primeira francesa a fazer caminhada fora da ISS Anthropic prepara poder de voto especial para fundadores antes de IPO, diz The Information Eclipse lunar na próxima semana pode ser visto de todo o Brasil; veja dicas Anac deve certificar neste semestre tecnologia de decolagem automática da Embraer O que tá rolando no mundo: OpenAI abre escritório no Brasil e Meta em risco Afinal, pode jogar papel higiênico no vaso sanitário? Entenda os riscos Algoritmo do X prioriza posts que geram irritação, diz estudo Apple reduz taxas e facilita lojas alternativas no iPhone na Europa
Brasil

Acreano, acreanidade e a bandeira dos oportunistas

ac24horas ·
Acreano, acreanidade e a bandeira dos oportunistas

Os candidatos estão aparecendo abraçados à bandeira do Acre. Querem demonstrar que amam esta terra, seguramente porque pesquisas qualitativas mostraram que o acreano está valorizando a própria identidade. Isso me anima e me revolta ao mesmo tempo. Não sejamos radicais: para alguns, esse gesto até pode fazer sentido. Mas a maioria deveria sentir vergonha de tamanho oportunismo.

Não faz muito tempo, na esteira do ódio plantado pela extrema-direita contra aquilo que ela própria apelidou de “florestania” — que, diga-se, é um conceito bem diferente da intenção original da palavra — falar das coisas do Acre era quase um pecado. Você se lembra? Até pouco tempo atrás, qualquer manifestação que remetesse a seringais, povos indígenas, floresta, rios e igarapés, ou mesmo a bolo de macaxeira e chuva caindo no terreiro, era tratada como “coisa da esquerda”, de gente que é contra o progresso.

Moderno era falar de boi, cavalo e soja, ouvir música sertaneja e adotar o “r” retroflexo do Mato Grosso. Lembremos, porque o esquecimento apressa o retorno aos erros já cometidos: Gladson Cameli foi eleito, alçando Márcio Bittar ao Senado, prometendo agro, agro e mais agro.

E lembremos também que o agro prometido por eles, desde lá atrás, é aquele que nega a floresta e a nossa memória coletiva e, junto com elas, nega as nossas raízes acreanas e a nossa ancestralidade amazônica e nordestina.

A cultura, em suas diversas formas de manifestação, não deve ser congelada no tempo. Afinal, toda cultura é viva. É natural que a culinária mude, que os gostos musicais se transformem e que mitos, valores e celebrações sofram alterações. O que não é natural é o apagamento de uma cultura pela imposição de outra.

E foi isso que, mais uma vez, se tentou fazer aqui no Acre. Repetindo processos iniciados nos anos 1970 e no começo dos anos 1980, houve uma tentativa de aniquilar a memória coletiva do povo acreano e apagar a consciência de quem somos e do território em que estamos inseridos.

A negação do lugar em que nascemos e vivemos, como se esse lugar pudesse não apenas ser transformado, mas abstraído da vida real das pessoas.

E algo assim não acontece sem consequências. A perda da referência do lugar, da memória e dos modos tradicionais de vida, provocada pela imposição de uma cultura estranha, gera desenraizamento. Olhar para a própria cultura como algo inferior, atrasado ou vergonhoso é mais profundo do que simplesmente deixar de praticar determinados costumes.

Nos anos 1980, o brutal êxodo rural provocado pela entrada violenta da pecuária no Alto Acre, somado ao abandono dos trabalhadores que ainda viviam nos seringais, gerou o inchaço das cidades, o desalento dos seringueiros, o desemprego, a perda de referências, o alcoolismo e a desagregação familiar.

Se você busca uma das raízes históricas de nossos indicadores mais absurdos — como violência, gravidez na adolescência e pobreza —, é preciso olhar também para esse processo.

Muita atenção para quem promete transformar o Acre em uma Rondônia. Nosso vizinho foi majoritariamente colonizado por sulistas trazidos pelo INCRA nos anos 1970 e 1980.

Ler a notícia completa no ac24horas ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em ac24horas.com — o conteúdo pertence a ac24horas.

Mais de ac24horas

Ver tudo ›

Mais em Brasil

Ver tudo ›