Veja pontos em que os planos de governo de Lula e Flávio Bolsonaro divergem
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Os planos de governo apresentados pelo presidente Lula ( PT ) e pelo senador Flávio Bolsonaro ( PL ) divergem na condução da economia, da segurança pública e de relação com os demais Poderes.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) propõe um tesouraço na economia , com corte de ao menos dez ministérios e um novo teto de gastos, enquanto o atual mandatário defende manter o arcabouço fiscal e investimento público para incentivar o crescimento.
Lula: o plano econômico propõe manter o arcabouço fiscal e aumentar os investimentos em setores como infraestrutura logística e indústria para que o Estado induza o aumento da produtividade. "Nosso desafio é sustentar taxas robustas de crescimento, ampliar os investimentos, elevar a produtividade e consolidar os avanços promovidos pela reforma tributária e pelas políticas de desenvolvimento produtivo."
Algumas das propostas são lançar mais uma edição do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para obras públicas, manter o ritmo de leilões de concessões de rodovias e ferrovias e incentivar o mercado imobiliário com o programa Minha Casa, Minha Vida.
Flávio: em alusão à figura da motosserra , utilizada pelo presidente da Argentina , Javier Milei, o programa propõe o que chama de tesouraço. "Nossa bandeira é um grande tesouraço: um corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina, coloca as contas em ordem e reduz os impostos que pesam sobre quem produz."
Estão entre as propostas criar um novo teto de gastos, cortar ao menos dez ministérios, reduzir cargos comissionados e despesas administrativas e retomar o Programa Nacional de Desestatização para acelerar concessões.
Lula: fala em enfrentar o sistema de emendas parlamentares , usadas por deputados e senadores para enviar dinheiro para projetos voltados às suas bases eleitorais. O documento classifica o instrumento como "grave distorção na elaboração e gestão do orçamento federal" e afirma que, em 2026, as emendas consumiram cerca de 20% dos recursos discricionários (despesas públicas não obrigatórias) da União.
"As emendas impositivas e o orçamento secreto são práticas que mudaram as relações entre o Executivo e o Legislativo, sequestram o orçamento público, dispersam os recursos e reduzem a eficiência alocativa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.