Monarquia encrencada: um novo rei para Noruega, rainha consorte rejeitada
A Noruega é um país sem drama, sem corrupção, sem desequilíbrios, com os problemas materiais resolvidos pelo pioneiro estado de bem-estar social e as finanças garantidas pelo petróleo do Mar do Norte.
A transição na monarquia, puramente representativa, sem nenhum poder fora da esfera simbólica, deveria ser tranquila: o herdeiro, agora rei Haakon, passou seus 51 anos se preparando para ocupar o lugar do pai, o rei Harald V, que morreu esta manhã .
Na vida real, está tudo tumultuado.
A mulher do novo rei, com nome diferente, Mette-Marit, está arrastando o prestígio da monarquia para baixo — e isso apesar de seu próprio drama pessoal, sendo afetada por uma doença grave, a fibrose pulmonar, com alto risco de vida.
Mette-Marit vivia no mundo alternativo de Oslo e já tinha um filho quando o príncipe herdeiro se apaixonou e bateu o pé para se casar com ela.
Politicamente corretíssimos, os noruegueses não ousaram reclamar e a nova princesa consorte se integrou à família real, gerou dois herdeiros, inclusive a futura rainha Ingrid Alexandra.
Tudo resolvido? De jeito nenhum.
O filho do primeiro relacionamento, Marius, se revelou um crápula, do tipo que bate em mulher.
Foi condenado a quatro anos de prisão por estupro da namorada e outros delitos.
Continua após a publicidade APOIO EM QUEDA A própria Mette-Marit se enrolou com a revelação de um relacionamento pior do que estranho: durante anos, foi “amiga” de Jeffrey Epstein, o milionário abusador que gostava de se aproximar de pessoas importantes e membros de monarquias, como o agora rebaixado ex-príncipe Andrew.
As investigações nos Estados Unidos revelaram extensa troca de e-mails da agora rainha com o americano que tinha um harém de adolescentes a seu dispor.
São mensagens íntimas, algumas de teor sexual.
Não há pedido de desculpas, como fez Mette-Marit, que dê jeito.
O efeito sobre a opinião pública foi péssimo.
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