ONG aponta ao governo 15 mil endereços do Telegram com indícios de crimes
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Os demais 1.958 endereços (13,1%) permaneciam ativos e públicos nas datas da verificação, conduzida neste mês. Entre eles, 435 convites para grupos privados ainda válidos.
E, desses 1.958, 1.093 tinham indícios de material de violência sexual contra crianças e adolescentes e 22 continham indícios de incitação a automutilação e suicídio.
O levantamento mostra um crescimento acentuado a partir de 2022 e pico histórico de denúncias em julho de 2026.
A relação completa dos endereços ativos foi entregue às autoridades da ANPD para fins de investigação.
A ONG destaca que a verificação empregou exclusivamente a camada pública de pré-visualização da plataforma com consultas via API sem autenticação, sem ingresso em grupos e sem acesso a mensagens, mídia ou dados de participantes.
A denúncia teve como base o ECA Digital e o Marco Civil da Internet, que estabelecem punições rigorosas para falhas sistêmicas de moderação.
Outro ponto abordado na representação é a exposição da economia por trás de robôs de nudificação por inteligência artificial , que monetizam a violência digital por meio da infraestrutura financeira do próprio aplicativo.
A pesquisa aponta que esses indicadores vêm se agravando, com um pico histórico de denúncias registrado em julho de 2026, que teve 587 denúncias.
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