Com Matuê, Edi Rock e MC Hariel, documentário ‘Melhores Dias’ chega à 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Dirigido por Luana Rocha e produzido pela Abrolhos Filmes , o documentário Melhores Dias estreou nesta terça, 20, no CineSesc, durante a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Com 89 minutos, o longa integra a competição Novos Diretores e reúne Matuê , Edi Rock , MC Hariel , Jup do Bairro , MC Tha , Nanda Tsunami , Traemme , Bololô e Beatriz Denaro , entre outros nomes da cena urbana.
O filme terá mais duas sessões durante a Mostra: em 21 de outubro, às 14h, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca 1; e em 29 de outubro, às 20h10, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca 3.
O Festival Melhor Dia, criado em 2022 pelo empresário e cabeleireiro Marcos Baroni como espaço de celebração da música, da poesia e da cultura periférica em São Paulo, é o fio condutor do documentário.
A partir do evento, Luana Rocha — que também foi chefe de roteiro da série documental O Ninho: Futebol e Tragédia (2024) — constrói um panorama mais amplo, que percorre estúdios, bastidores e a histórica Estação São Bento, marco do desenvolvimento do hip hop na capital paulista.
Edi Rock e Anderson Franja , entre outras figuras, contribuem com perspectivas históricas sobre esse percurso.
O documentário acompanha ainda trajetórias individuais ligadas ao festival.
Bololô , poeta de poesia falada, aparece em seu processo de criação e na relação com o coletivo de que faz parte.
MC Hariel é acompanhado nos preparativos para sua apresentação e em iniciativas paralelas, como o Camping das Minas, que destaca a atuação de mulheres na cena urbana contemporânea.
MC Tha , Jup do Bairro e Nanda Tsunami falam sobre a ocupação da cidade, a exclusão e a liderança feminina em um cenário historicamente dominado por homens.
Matuê ocupa posição central no desfecho do filme.
Um dos principais idealizadores do Festival Melhor Dia, o artista de rap encerra o evento no palco.
O documentário transforma esse momento em síntese da proposta do projeto: juventude, coletividade e energia como ferramentas de transformação.
A trilha sonora reúne músicas de Racionais MC’s e Chiquinha Gonzaga , entre outros artistas, conectando o rap contemporâneo à música brasileira de diferentes períodos.
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