Metade das empresas que cortou por causa da IA vai recontratar até 2027 — com outro nome no crachá
Na coluna passada, escrevi que a gente conta demissão, mas não conta ausência.
Esta semana a McKinsey publicou o State of AI 2026, e o mercado leu o mesmo relatório de duas maneiras opostas.
Fui atrás do número do meio.
Os dois lados da discussão — e por que discordo dos dois De um lado, a manchete otimista: a IA corporativa enfim entrou no caminho do retorno.
Do outro, a manchete oposta, tirada do mesmo PDF: 94% das empresas não conseguem mexer no resultado com IA.
As duas saíram do mesmo estudo, com 1.719 executivos ouvidos.
Discordo das duas, e o motivo está no número que nenhuma citou: 37% das empresas atribuem algum impacto de IA no próprio EBIT.
No ano passado era praticamente o mesmo.
Não é fracasso, nem decolagem.
É uma linha reta.
O gasto explodiu, o resultado não se moveu.
Só 6% se qualificam como alto desempenho — apontam pelo menos 5% do EBIT vindo de IA.
É desse 6% que sai o “94% não conseguem”, e é do salto no uso de agentes nas empresas grandes, de 27% para 40%, que sai o “caminho do retorno”.
Mesmo relatório, duas manchetes, nenhuma mentindo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.