Empresas gastam US$ 5 mil por funcionário em viagens de incentivo, mostra estudo
Um levantamento global do Incentive Travel Index (ITI) referente ao ano de 2025 indica que as empresas estão gastando cerca de 5,1 mil dólares por funcionário em viagens de incentivo, uma alta de 4% em relação ao ano anterior.
O dado reflete uma mudança na forma como as companhias reconhecem seus colaboradores: cada vez mais com viagens e experiências, em vez de bônus em dinheiro ou bens materiais.
Segundo o estudo, 55% dos líderes seniores já consideram as viagens de incentivo essenciais para o sucesso da empresa, e não simplesmente um benefício.
Outros 43% querem programas que entreguem simultaneamente retorno sobre investimento e construção de cultura corporativa.
No Brasil, esses incentivos têm ganhado espaço especialmente em áreas comerciais, nas quais premiações estão diretamente ligadas ao cumprimento de metas.
Para Cleiton Feijó, sócio e vice-presidente da PrimeXP, a transformação está relacionada à própria maneira como as pessoas passaram a enxergar o consumo.
“O verdadeiro luxo deixou de ser possuir e passou a ser viver”, afirma.
“Bens materiais perdem valor com o tempo, enquanto viagens e experiências criam memórias e conexões duradouras.” Continua após a publicidade Esse tipo de ação aparece em diferentes formatos — e preços.
Em experiências ligadas à Fórmula 1, por exemplo, os valores variam de acordo com o evento e o nível de acesso.
Para o GP de São Paulo, os ingressos de arquibancada partem, em média, de 15 mil reais por pessoa, enquanto ambientes de hospitalidade, com lounge e transfer, ficam na faixa de 45 mil reais por pessoa.
Continua após a publicidade Em relação ao perfil das novas gerações de trabalhadores, Feijó diz que os profissionais mais jovens valorizam reconhecimento personalizado, bem-estar e experiências que possam ser compartilhadas.
“Mais do que recompensas tradicionais, elas buscam experiências que gerem memórias, desenvolvimento pessoal e equilíbrio entre vida profissional e pessoal”, explica.
Continua após a publicidade A verba destinada a incentivos passa a ser direcionada também para experiências capazes de aproximar o público da marca.
Na avaliação da PrimeXP, a estratégia das companhias que querem reter talentos por meio dessas premiações deve partir do orçamento disponível e, depois, buscar transformá-lo em experiências de maior impacto, incluindo eventos esportivos, viagens personalizadas e ações de relacionamento.
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