Entenda por que polícia descarta vicaricídio após ex-padrasto confessar ter matado adolescente de 14 anos no RS
Adolescente de 14 anos é morta a facadas e polícia investiga ex-padrasto por feminicídio Após a confissão de Wagno Arezi Henika pelo assassinato de Alice Nitz, uma adolescente de 14 anos, a Polícia Civil descartou a hipótese do caso se tratar de um vicaricídio.
A possibilidade era considerada porque Wagno é ex-padrastro de Alice e se relacionou durante 13 anos com sua mãe.
Agora, o caso é investigado como feminicídio. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp 🔎 Vicaricídio: O crime, incluído no Código Penal em abril, tipifica a ação de matar alguém próximo a uma mulher com o objetivo de causar punição, sofrimento ou controle a ela.
Alice foi morta a facadas na segunda-feira (17), em Encantado, na Região dos Vales do RS.
De acordo com a polícia, Wagno foi ouvido em depoimento e confessou o crime.
"Os depoimentos das testemunhas, irmãs, mãe, e da própria oitiva do suspeito, do investigado, chegamos à conclusão que não havia um conflito entre a família.
Ele tinha uma relação amigável com a ex-companheira.
Não tinha medida protetiva, não tinha ocorrência, ela não relata nenhum tipo de violência, nenhum tipo de ameaça.
Inclusive, ele disse que não tinha nada em relação à ex-companheira.
Então, a morte não se deu para punir a ex-companheira", afirma a delega Dieli Caumo.
Ainda de acordo com a delegada, Wagno teria dito que a motivação do crime seria um conflito entre os dois.
A adolescente era apaixonada pela cultura gaúcha e integrava um grupo de dança tradicionalista.
"Por isso que fica no feminicídio, em função do convívio familiar que eles tinham de padrasto e enteada", completa a delegada.
Wagno foi preso preventivamente na noite de terça-feira (18) em sua própria casa, localizada no bairro Jardim do Trabalhador.
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