‘SUS precisa ter prioridade orçamentária’, diz deputado federal Daniel Soranz a VEJA
Ex-secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro , o deputado federal Daniel Soranz (PSD) defendeu que a saúde pública seja uma prioridade orçamentária no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , reeleito no último domingo, 25, com 51,79% dos votos.
Em entrevista a VEJA , Soranz elogiou o aumento do investimento no setor em comparação a gestões anteriores, mencionando os ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB) , mas apontou para a necessidade de ir além.
“Todo país desenvolvido tem um sistema de saúde universal para todos.
Inclusive os americanos, que têm o Medicare e o Medicaid cobrindo 53% a 54% da população americana que não tem dinheiro para pagar um plano de saúde.
É muito importante porque sem o SUS é a barbárie.
É fundamental garantir o que está previsto na nossa Constituição: o direito de todos e o dever do Estado brasileiro.
Para garantir isso, obviamente o SUS precisa ter prioridade orçamentária”, disse ele.
O deputado ressaltou que, entre os países que adotam sistemas universais de saúde, o Brasil é o que menos destina recursos ao setor — cerca de 4% do PIB, enquanto o percentual sobe para 11,4% no Reino Unido .
Questionado sobre os obstáculos enfrentados no Rio de Janeiro, o médico apontou a ampliação da atenção primária como um “desafio imenso”.
“Não é algo fácil de fazer com o orçamento atual.
O governo Lula aumentou o orçamento do Ministério da Saúde de R$ 254 bilhões para R$ 271 bilhões, mas ainda não é o suficiente para manter um sistema universal de qualidade.
Temos o desafio de crescer com a atenção primária e reduzir o número de pessoas atendidas por cada equipe de Saúde da Família — no Rio a média é de 3.450 pessoas por equipe, quando o ideal seria menos de 3.000”, explicou.
Continua após a publicidade + ‘Exército do Dudu’: aliados de Paes tentam mobilização por 2º turno no Rio Soranz alertou sobre obras paradas no Rio e citou a falta de instalação de PET-Scans, exame de imagem avançado, a nível estadual.
O equipamento foi comprado em 2012, mas continuou parado devido à falta de obras de infraestrutura adequadas para o uso.
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