MPT recebe 530 denúncias de assédio eleitoral após votação; Justiça limita ação de deputada
O Ministério Público do Trabalho recebeu cerca de 530 denúncias de assédio eleitoral entre o fim da votação de domingo (25) e a tarde de terça-feira (27), segundo balanços divulgados pelo órgão.
Os registros incluem ameaças de demissão, dispensas e publicações que incentivam empregadores a punir trabalhadores por suas escolhas políticas.
As denúncias não significam que as situações tenham sido comprovadas.
O MPT informou que vai apurar os relatos.
Até o encerramento do segundo turno, o órgão havia contabilizado 1.937 denúncias em todo o país.
Uma atualização do MPT-SC, divulgada na terça, elevou o total do ano a 2.467.
Já um comunicado do MPT-DF, publicado no mesmo dia, registrou 2.364.
Os textos não explicam a diferença entre os balanços.
Continua após a publicidade Justiça impõe restrição a deputada No Rio de Janeiro, a Justiça do Trabalho concedeu parcialmente um pedido do MPT e determinou que a deputada estadual Índia Armelau (PL) não incentive empregadores a discriminar, demitir ou perseguir funcionários por suas convicções políticas.
A decisão é liminar, ou seja, provisória.
A parlamentar também recebeu ordem para remover as publicações que motivaram a ação; o descumprimento pode gerar multa diária de R$ 5.000.
Continua após a publicidade A ação foi aberta depois que a deputada publicou uma mensagem dirigida a empresários, sugerindo que verificassem as redes sociais de funcionários e questionando a permanência na empresa de quem, segundo ela, “odeia empresários”.
No Paraná, o MPT recomendou que o vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), eleito deputado federal, publique uma retratação por declarações nas redes sociais que incitavam empresários a demitir pessoas que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Continua após a publicidade A recomendação também pede que ele remova as publicações e deixe de estimular retaliações.
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