Gre-Nal foi uma aula de anatomia
Internacional 0 x 0 Grêmio | Melhores Momentos | Quartas de Final | Copa do Brasil 2026 O Gre-Nal foi tão ruim quanto se supunha.
No empate por 0 a 0 no Beira-Rio, nesta quinta-feira, esteve presente a enorme pobreza dos rivais, hoje dois espantalhos de equipe.
O clássico de ida das quartas de final da Copa do Brasil serviu como aula de anatomia.
Quem o assistiu foi obrigado a se deparar com as vísceras, com a composição interna de Inter e Grêmio, com aquilo que eles têm de mais íntimo – e a imagem não é bonita.
No encontro entre um time incapaz de vencer em casa e outro desmemoriado de como se ganha fora, não haveria resultado mais coerente.
A ruindade da partida teve contribuição decisiva do técnico do Inter, Paulo Pezzolano.
Um belo dia, ao despertar de sonhos intranquilos, ele se viu metamorfoseado em Guardiola e resolveu inventar uma escalação que desse conta de sua repentina genialidade: Alan Patrick no banco, Calebe (?) aberto como extremo pela direita, Vitinho de centroavante.
Foi um monstrengo.
O Inter ficou frágil no meio, com Villagra e Paulinho sobrecarregados, distantes de Calebe e Matheus Bahia e necessitados da ajuda permanente de Bernabei e Carbonero, o último sempre no mundo da lua, incapaz de ajudar na recomposição.
Além disso, alcançou o impossível: piorou no ataque, não criou nada, inexistiu.
Ao desarrumar-se, o Inter abriu mão do pouco que tem, a organização orquestrada pelo próprio Pezzolano para minimizar a deficiência técnica do elenco, inferior ao do Grêmio.
Isso ajuda a explicar por que o time tricolor, desprovido de ideias, um conjunto vazio tático, conseguiu ser melhor em um primeiro tempo medonho, de mais briga do que bola – e marcado, na minha opinião, por um erro da arbitragem, que deveria ter dado o segundo cartão amarelo para Carlos Vinicius, do Grêmio. + Veja a tabela da Copa do Brasil Carlos Vinicius e Maripán no empate no Gre-Nal Roberto Vinicius/AGIF Pezzolano caiu na real no intervalo.
Colocou Bruno Henrique, tirou Calebe, devolveu Vitinho à direita e adiantou Paulinho, que logo daria lugar a Alan Patrick.
Um movimento tão simples foi suficiente para dominar o Grêmio, que passou o segundo tempo se defendendo, um pouco porque o empate era conveniente, um tanto porque não tem repertório para fazer muito além disso.
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