Assassinato de policial militar encontrado carbonizado teve motivação passional, aponta investigação
Quem é a PM presa por envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado no CE O inquérito da Polícia Civil afirma que o assassinato do policial militar Raphael Sampaio de Silva, de 27 anos, teve motivação passional, visto que ele e a policial militar Júlia Natália, ambos casados com outras pessoas, mantinham um relacionamento extraconjugal.
Júlia e o marido, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, foram indiciados pelo homicídio de Raphael.
O crime aconteceu no dia 11 de agosto, após Raphael sair do serviço acompanhado de Júlia, que era sua colega de equipe e havia trabalhado com ele no plantão.
O soldado foi encontrado carbonizado em um carro em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Segundo a Perícia Forense, Raphael levou três tiros na cabeça e depois de morto teve o corpo queimado. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Horas após a morte de Raphael, Júlia Natália foi presa devido a contradições em seu depoimento - ela dizia que estava no carro com o colega de farda quando os dois foram atacados por criminosos.
A militar teria sido amarrada em um matagal.
Porém, câmeras de segurança captaram Júlia circulando em liberdade no horário em que dizia estar amarrada.
Antoneudo Ribeiro, marido de Júlia, também foi preso no mesmo dia.
De acordo com o inquérito policial, obtido pelo g1, Júlia Natália e Raphael costumavam se encontrar após o serviço e diziam aos seus respectivos cônjuges que estavam chegando tarde em casa devido a ocorrências policiais.
Testemunhas relataram que Antoneudo sabia que Júlia Natália e Raphael tinham um caso e que ele tinha "intenso ciúme" dela.
Júlia Natália Girão Gomes, Raphael Sampaio da Silva e Antoneudo Ribeiro Lima Júnior Reprodução Testemunhas também relataram à polícia que Raphael já havia revelado o relacionamento com Júlia e acreditava que Antoneudo sabia, pois Júlia havia mostrado uma foto de Raphael para o próprio marido.
Na véspera do homicídio, Raphael disse a uma pessoa próxima que ele e a amante planejavam assumir publicamente o relacionamento, divorciando-se dos respectivos cônjuges.
"Dessa maneira, a hipótese de motivação passional não decorre exclusivamente da existência abstrata de uma relação extraconjugal, mas encontra suporte em elementos indicativos de que Antoneudo tinha conhecimento da infidelidade e de que a relação entre Júlia e Raphael permanecia ativa em período imediatamente anterior ao crime", aponta o inquérito policial.
Para a polícia, há indícios suficientes de que Júlia Natália e Antoneudo atuaram juntos e "conscientemente" no homicídio de Raphael, mediante divisão de tarefas.
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