Novo governo, velhos desafios
A novidade das eleições presidenciais que se encerraram no domingo 25 de outubro é, paradoxalmente, a continuidade.
Luiz Inácio Lula da Silva iniciará o quarto mandato, o sexto de seu partido nos últimos 25 anos.
Poucos líderes políticos tiveram tantas oportunidades de influenciar os rumos econômicos e institucionais de um país.
A continuidade, por si só, não é necessariamente boa ou ruim.
Mas ela traz uma consequência importante: quanto maior o tempo de permanência no poder, maior a responsabilidade sobre os caminhos percorridos e sobre os problemas que permanecem sem solução.
E os desafios brasileiros continuam enormes.
Trago a perspectiva da Análise Econômica do Direito para compreender esses desafios.
Mais importante do que discutir as intenções declaradas de um governo é examinar os incentivos produzidos por suas políticas, os custos de suas decisões e os resultados efetivamente alcançados.
Todos sabemos, boas intenções não garantem boas políticas públicas.
Tampouco a popularidade de uma medida significa que ela seja socialmente eficiente.
O verdadeiro teste de uma política pública está em seus resultados, inclusive aqueles que não aparecem imediatamente e que recaem sobre gerações futuras.
O primeiro grande desafio é fiscal.
O Estado brasileiro assumiu compromissos crescentes de despesas, enquanto sua capacidade de financiá-los encontra limites econômicos e políticos.
A solução recorrente de aumentar a arrecadação, em vez de enfrentar a estrutura dos gastos, produz consequências indesejáveis: eleva os custos da atividade produtiva, reduz incentivos ao investimento e transfere recursos do setor privado para um setor público cuja eficiência precisa ser constantemente avaliada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.