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Corinthians pede mediação da AGU para discutir dívida da Arena com a Caixa

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Corinthians pede mediação da AGU para discutir dívida da Arena com a Caixa

O Corinthians enviou um ofício à Advocacia-Geral da União (AGU) para pedir ajuda na negociação da dívida da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal, segundo apuração do UOL .

O Corinthians quer que um órgão federal reúna o clube e a Caixa para discutir uma possível revisão da dívida. O UOL apurou que a avaliação interna é de que, por ser um banco público, a Caixa não pode, sozinha, fazer uma mudança ampla nas condições do contrato.

O documento foi enviado na terça-feira (1º) e representa uma nova tentativa do clube de mudar as condições do financiamento. O Corinthians quer revisar os cálculos da dívida, os pagamentos já feitos, os juros cobrados e os termos do acordo assinado em 2022, durante a gestão de Duílio Monteiro Alves.

A intenção é que a AGU ajude nas conversas e dê respaldo para um eventual novo acordo. O clube não quer revisar os valores e buscar um novo acordo que seja aceito pelo clube e a Caixa.

O Corinthians já preparava o ofício antes da divulgação do laudo do perito Anísio Castelo Branco . Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (2), no Parque São Jorge, ficou definido que o estudo poderá ser apresentado à Caixa nas próximas discussões.

O clube tenta mudar as condições do financiamento da arena desde 2025. Em setembro daquele ano, o clube se reuniu com a Caixa e apresentou uma proposta para reduzir os juros da dívida.

Uma das opções discutidas era trocar a correção pelo CDI mais 2% por outro índice, com impacto menor nas contas do clube. As conversas também envolveram mudanças na administração do fundo responsável pela arena e a possibilidade de usar os naming rights como parte da solução para a dívida.

Nenhuma dessas alternativas, porém, levou a um novo acordo. Por isso, o Alvinegro decidiu pedir ajuda a um órgão federal para tentar destravar as negociações.

O Corinthians entende que o atual modelo de financiamento pesa nas contas do clube. A dívida é corrigida pelo CDI mais 2%, o que aumenta os juros quando a taxa básica está em níveis altos.

Em 2025, o clube já tentava reduzir essa taxa praticamente pela metade. Na época, a dívida era estimada em cerca de R$ 675 milhões, depois de ter ultrapassado R$ 700 milhões.

Hoje, o clube trabalha com uma dívida próxima de R$ 650 milhões , que continua sendo atualizada de acordo com o contrato e os pagamentos realizados.

A diretoria calcula, de forma preliminar, que esse valor possa cair para entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões. A estimativa ainda não foi reconhecida pela Caixa e depende da conclusão da análise feita pelo próprio Corinthians.

O cálculo considera os juros acumulados desde 2019. A avaliação do clube é que esses juros impedem que a dívida seja zerada automaticamente, mesmo que parte dos problemas apontados por Anísio seja confirmada.

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