Em negociação, investidor da FFU trava verba adicional a clubes da Série B
Os clubes da Série B estão incomodados porque a Sports Media Entertainment (SME), investidora do Futebol Forte União, travou o pagamento de uma verba adicional que foi repassada a eles ao longo da competição.
O motivo é um impasse sobre a assinatura e os termos de um memorando de entendimento entre as partes, cuja formatação e criação já tinham sido acordadas em março.
Esse dinheiro existe porque a investidora topou dar um repasse adicional a 18 dos 20 clubes da Série B, todos membros da FFU, no total de R$ 45 milhões.
O montante apareceu para compensar — excepcionalmente em 2026 — o fato de que Náutico e São Bernardo terem fechado a venda dos direitos comerciais e de TV diretamente com a CBF, o que trouxe um valor total maior para a dupla.
Aí, os demais clubes reclamaram e conseguiram um incremento financeiro.
Fazendo a divisão dos R$ 45 milhões pelos 18 clubes, com pagamentos referentes a cada mês, a parcela mensal que eles recebem é de R$ 208,3 mil.
A criação desse pagamento foi registrada em ata no começo do ano. Mas as partes definiram que seria necessário um documento mais estruturado.
A proposta da SME foi adquirir propriedades adicionais, direitos inexplorados pelos clubes e que não fazem parte do escopo original da FFU, para justificar a injeção dos R$ 45 milhões. Mas isso seria formalizado por um memorando de entendimentos.
A minuta foi formulada em março. A questão é que a verba foi repassada ao longo dos últimos meses, como forma de antecipação, sem que tenha havido até agora a assinatura do documento.
Neste mês, a SME decidiu suspender o pagamento adicional para tentar acelerar a assinatura.
O texto do memorando prevê que o dinheiro arrecadado pelas propriedades adicionais seja integralmente repassado à SME até que se bata a marca de R$ 45 milhões.
A partir disso, a divisão de receitas passaria a ser 50/50 entre clubes e investidor.
Nos bastidores, o tom de alguns cartolas foi de revolta a respeito da trava no pagamento. Ao mesmo tempo, dirigentes ouvidos pelo UOL confiam em um desfecho próximo dessa negociação.
A SME não se manifestou oficialmente sobre a questão. Mas pessoas com conhecimento das tratativas apontam que a empresa precisa da assinatura do documento para dar lastro ao repasse da verba.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.